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PRODUTOFRILA MD Original

Frila · Mercado e Concorrência

Como o mercado de trabalho avulso em food service, eventos e campanha política funciona hoje, quem já compete nele, e por que grupo de WhatsApp ainda é o canal dominante apesar dos concorrentes existirem.

Equipe BlendOps
Cauê Carneiro, Fabrício Tosta, João Paulo, Júlia Clovandi, Matheus Silva
Data
Contexto
FrilaChallenge 18 (Apple Developer Academy)

Versão 1.2 · 1º de outubro de 2026

Como o mercado de trabalho avulso em food service, eventos e campanha política funciona hoje, quem já compete nele, e por que grupo de WhatsApp ainda é o canal dominante apesar dos concorrentes existirem.

Campanha política saiu do radar do produto em 21/09/2026. A evidência fica registrada como oportunidade futura.

Convenções: [H] = hipótese ou estimativa, nunca confirmada em campo. Números de tração de concorrentes são o que cada empresa declara — nenhum foi auditado, salvo quando sinalizado o contrário. Pesquisa original feita em 2026-09-10, aprofundada em setembro/2026. A varredura da App Store de 23/09/2026 acrescentou oito fichas, lidas só na loja naquele dia.

Revisão de 01/10/2026. Esta versão incorpora a pesquisa de concorrentes e de modelo de negócio de 01/10/2026: 22 fichas, dois painéis, o mapa da concorrência no DF, as referências globais e o estudo de modelo de negócio, todos em pesquisa/concorrentes/analises/. O que vem dela está marcado como pesquisa de 01/10 e aponta para o documento de origem. Nenhum agente abriu os apps: tudo é leitura de fonte pública. Worc, Toopa e 7shifts não entraram na pesquisa e seguem com o registro de 14/09.

O que mudou na versão 1.2:

  • O DF não está vazio de concorrência especializada. A estaff declara 31 clientes e 6.544 jobs no DF. Não há vaga aberta nem cliente nomeado, e quem atende o mercado formalmente são agências de evento sem preço público (seções 1, 3 e 7).
  • O despacho com "primeiro que aceita leva" não é inédito. O Freelas Now já faz isso em São Paulo (seções 1, 4 e 7).
  • A eFreela cobra 10% do freelancer, não do contratante. A Closeer cobra na recarga de uma carteira pré-paga. Os números de estaff e Switch foram reconciliados (seções 3 e 4).
  • A falência da Qwick não se confirmou (seção 5).
  • A convenção coletiva vigente no DF é a CCT 2026/2028, com tabela nova de extra de buffet (seção 2.4).
  • A tabela da seção 3 passou a ter os 22 apps pesquisados; a seção 5 resume dez referências globais; as seções 8 e 9 são novas e trazem os padrões de modelo de negócio, a recomendação por fase e as decisões do Cauê de 01/10/2026.

Este é o documento de origem da pesquisa de mercado e concorrência. As avaliações de quem trabalha nesses aplicativos estão transcritas em 01-O-PROBLEMA.md §3.1, o que o Frila propõe em resposta está em 02-O-NEGOCIO.md e 03-ESPECIFICACAO-DO-PRODUTO.md, e a versão resumida de tudo, em README.md.


1. Resumo

O Distrito Federal não está vazio de concorrência especializada, ao contrário do que as versões anteriores deste documento afirmavam. A estaff declara, no endpoint que alimenta o mapa do próprio site, 5.197 profissionais, 31 clientes e 6.544 jobs realizados no DF — dado da empresa, não auditado e sem período informado. Fora o contador, não há rastro público dessa operação: nenhuma das 43 vagas fixas publicadas no site em 01/10 é no DF, não há cliente nomeado nem notícia local, e o verificador de cidade só reconhece "Brasília". Os turnos de freela dela só aparecem dentro do app, que ninguém abriu. As duas coisas são verdade ao mesmo tempo, e confirmar a operação é tarefa de campo. Dos outros 21 apps pesquisados, o GetNinjas tem páginas locais de Brasília, mas é generalista e cobra do profissional; o 99Freelas está no DF só em projetos digitais; os demais não têm evidência pública aqui. Quem atende o DF formalmente hoje são agências de evento e de facilities — pelo menos seis, nenhuma com preço público — e canais que não aparecem em portal de vagas (mapa do DF; painel).

O padrão mais forte que se repete entre praticamente todos os concorrentes pesquisados não é falta de usuários cadastrados — é a desproporção entre cadastro e liquidez real. A Freela Serviços declara 202.743 profissionais cadastrados, 412 contratantes e apenas 223 contratações concluídas. A estaff declara 1.483.918 cadastrados, dos quais 39.317 "experientes". A Worc chegou a anunciar mais de 1.400 vagas abertas numa página de marketing que, na mesma sessão, mostrou zero vagas no próprio quadro ao vivo. Cadastro não é liquidez — e é exatamente esse hiato que o despacho ativo do Frila tenta fechar, notificando quem é elegível em vez de esperar alguém procurar. A pesquisa de 01/10 acrescenta um segundo aviso: passar o dinheiro pelo app também não cria liquidez sozinho. A Freela Serviços tem pagamento no app, seguro e tabela pública, e é dela o hiato acima.

O mecanismo de urgência do Frila já está publicado. As oito fichas da varredura de 23/09 viraram fichas completas, e a do Freelas Now mostra o modo urgência inteiro: na vaga aberta, "todos os profissionais qualificados e disponíveis na sua região recebem a notificação ao mesmo tempo. O primeiro a aceitar em até 2 minutos é contratado", com o valor em custódia pelo Mercado Pago. Ele só opera em São Paulo capital e tem cerca de 4,3 mil instalações, sem nenhum número de uso. O recado é duplo: o mecanismo não é diferencial por si, e mecanismo sem rede local não preenche turno. A vantagem do Frila tem de ser densidade e comparecimento medido.

Do lado de quem trabalha, a queixa se repete de empresa para empresa, independente do modelo de cobrança: bloqueio de cadastro sem explicação (estaff), pagamento retido quando o contratante não abre ou não fecha o turno no app (Closeer, eFreela), saque que não cai (eFreela), moeda gasta sem retorno (GetNinjas) e candidatura sem resposta (painel do Reclame Aqui). A instabilidade institucional do setor também é maior do que a superfície sugere: a Toopa parece ter saído do mercado, e o controlador do GetNinjas está sob investigação por infiltração do crime organizado no mercado de capitais, sem publicar balanço desde 2024 (registros de 14/09, não revistos em 01/10). Um mercado com vários concorrentes "estabelecidos" pode, na prática, estar mais aberto do que parece.


2. O mercado

2.1. Tamanho

DadoValorFonte
Estabelecimentos de alimentação e hospedagem no DFquase 30 milAbrasel-DF, via Correio Braziliense (05/2026)
Trabalhadores nesses estabelecimentos no DFcerca de 100 milidem
Base representada pelo Sindhobar-DF14 mil estabelecimentosidem
Estabelecimentos de alimentação com CNPJ ativo no Brasilcerca de 1,5 milhãoReceita Federal até 2024, via OndeAbrir — fonte secundária
Faturamento do setor de alimentação fora do lar, 2025R$ 495 bilhõesAbrasel

Sem um modelo de cobrança validado, não há base para estimar TAM/SAM/SOM em reais — essa conta depende de um preço que ainda não existe. O que se pode afirmar hoje é só o tamanho do universo de contratantes potenciais no DF: por volta de 30 mil estabelecimentos, empregando cerca de 100 mil pessoas. Quantos desses efetivamente usam trabalho avulso com regularidade é uma lacuna — a única pesquisa encontrada sobre isso é da própria Closeer (64,58% dos respondentes, fim de 2021, amostra e método desconhecidos — fonte interessada pesquisando o próprio mercado).

2.2. A dor, em números

  • Rotatividade de 73,49% entre dez/2024 e nov/2025 — como se cada bar ou restaurante trocasse a equipe inteira a cada 16 meses (Abrasel; a página primária bloqueou acesso automatizado, dado confirmado pelo Monitor Mercantil).
  • Margem apertada no DF: 43% dos estabelecimentos tiveram lucro, 33% ficaram no equilíbrio, 21% no prejuízo; 40% relatam inadimplência de clientes (Abrasel-DF, via Correio Braziliense, 09/2025). Leitura: sensibilidade a preço tende a ser alta.

2.3. Vetor regulatório a favor: fim da escala 6x1

A PEC 221/2019 foi aprovada na Câmara em 27/05/2026 (472 × 22 no primeiro turno) e na CCJ do Senado em 02/09/2026; falta o plenário do Senado. O texto prevê transição gradual de 44 para 40 horas semanais. A CNC estima alta de quase 20% na folha se houver contratação adicional; a Abrasel-DF projeta repasse de até 8% no cardápio.

Inferência, não fato: com dois dias de folga por semana, a cobertura de turno avulso tende a crescer — mais buracos de escala para tapar sem aumentar o quadro fixo. Modo de falha: a PEC pode ser alterada ou barrada no Senado, e a transição gradual pode diluir o efeito por anos.

2.4. Preço de referência no DF (pesquisa de 01/10)

A convenção coletiva vigente é a CCT 2026/2028 entre Sindhobar e SECHOSC-DF, registro no MTE DF000380/2026, de 19/06/2026, com vigência de 01/05/2026 a 30/04/2028. A CCT 2024/2026 e o aditivo 2025/2026, citados pela varredura de 20/09, venceram em 30/04/2026. Dado, conferido no PDF publicado pelo Sindhobar (mapa do DF, seção 4.1).

  • Piso: R$ 1.750,68 para 220 horas mensais.
  • Extra de buffet, por serviço de até 7 horas, com refeição gratuita assegurada e hora além da 7ª com acréscimo de 50%:
FunçãoFora do estabelecimentoDentro do estabelecimento
Maître e chefe de cozinhaR$ 375R$ 265
Churrasqueiro e cozinheiroR$ 305R$ 220
Garçom, barman e chapeiroR$ 252R$ 178
Ajudante de cozinha, de bar e copeiroR$ 202R$ 146

Como ler. A tabela é a referência normativa do extra de buffet no DF, não um piso geral de diária para qualquer freela de bar.

Diária anunciada. Numa amostra de 22 anúncios de freela do DF, de julho a setembro de 2026, a diária vai de R$ 100 a R$ 250; 10 dos 16 anúncios que informam o valor ficam entre R$ 150 e R$ 190, e o garçom aparece entre R$ 150 e R$ 220. Por hora, isso dá de R$ 11,76 a R$ 35,00, abaixo dos R$ 36,00 por hora da tabela de buffet para o garçom fora do estabelecimento (mapa do DF, seção 4.2). O preço de diária praticado além dessa amostra segue como pergunta de campo.

2.5. O que o DF diz da própria dor (pesquisa de 01/10)

  • Falta de gente: "a mão de obra não existe mais em Brasília, acabou", disse o presidente do Sindhobar em setembro de 2026. Relato de fonte interessada.
  • Medo trabalhista: em pesquisa nacional da Abrasel (março/2025), 90% dos empresários acham difícil contratar e 56% temem problemas com o trabalho de extras e eventuais, a principal preocupação trabalhista do setor.
  • Transporte noturno: o metrô do DF fecha às 23h30 de segunda a sábado, e metade das vagas de tarde e noite da amostra com hora de fim informada termina depois disso.

A frequência da falta de última hora e o tamanho do mercado informal continuam sem fonte pública (mapa do DF, seções 5 e 6).


3. Panorama competitivo

Os 22 apps da pesquisa de 01/10, na ordem dos grupos. Notas das lojas, reputação no Reclame Aqui (RA) e presença no DF são de 01/10/2026, dos dois painéis. O detalhe de cada linha está na ficha do app, em pesquisa/concorrentes/analises/.

ConcorrenteFocoComo cobraTração declarada (não auditado)Presença no DFNota agregada
CloseerFood service, hotelaria, varejo, cozinha industrial, eventos; também vaga fixaContratante: taxa na recarga de uma carteira pré-paga, mais mensalidade no plano inicial (valores não públicos). Parceria com a Abrasel: mensalidade grátis e 50% na primeira taxa de recarga1,1 mi de jobs, 670 mil cadastrados, 6 mil unidades, R$ 150 mi pagos a profissionaisSem evidência públicaApp Store 4,2 (641) · Google Play 4,6 (6,76 mil) · RA 8,5
estaffBares, restaurantes, buffets, eventos, hotéis — modelo dual freela + CLTComissão do contratante, com "planos e condições distintas" (não pública); grátis para o profissional1.483.918 cadastrados, dos quais 524.519 "disponíveis" e 39.317 "experientes"; 998 mil jobs; 1.515 clientes; R$ 128,9 mi repassadosDeclarada pela empresa: 5.197 profissionais, 31 clientes e 6.544 jobs. Nenhuma vaga fixa aberta no DFApp Store 3,1 (561) · Google Play 4,4 (5,32 mil) · RA 6,8
eFreelaBares, restaurantes, hotéis, eventos; hoje se vende como "sistema para gestão de freelancers"10% retidos do freelancer; 3% por depósito do contratante; plano PRO e software de gestão (preço não público)"Mais de 300 mil freelancers" e "mais de 100 mil serviços"Sem evidência pública — GO, MG, SP, RJ, MA, ALApp Store 4,6 (1.524) · Google Play 4,6 (2,41 mil) · RA 6,7
SwitchBares, restaurantes, hotéis, supermercados; também recrutamento fixoContratante paga hora tabelada, com a margem embutida (tabela não pública); +10% com menos de 24 h; 1 hora por cancelamento tardio; 50% do salário-base na efetivação75 mil serviços, 30 mil profissionais e 1.200 empresas na home; 80 mil no blog. Contadores parados desde 2023 e 2025Sem evidência pública — Grande Vitória, SP, BH, RioApp Store 4,8 (2.170) · Google Play 4,7 (6,54 mil) · RA "Não recomendada"
Bravo EventosStaff de eventos — app de recrutamento de uma agênciaProdutora paga a agência, por cotação (não público); a agência paga o profissional por fora do appNão publica; cerca de 208 mil instalações no AndroidSem evidência pública — São PauloApp Store 2,5 (66) · Google Play 2,5 (181) · RA "Não recomendada"
FiverrFreelance digital 100% remoto — referência de modelo, não concorrente direto20% do vendedor; 5,5% do comprador; assinatura Seller Plus de US$ 25 e US$ 49 por mês2T26: US$ 97,8 mi de receita e 2,7 mi de compradores anuaisNão aplicável (remoto)App Store 4,8 (3.286) · Google Play 3,1 (361 mil)
99FreelasProjetos digitais remotos — referência de modeloIntermediação de 10% a 20% (mínimo R$ 5) e assinatura do profissional; o preço do plano muda conforme o canal+3 mi de freelancers e +130 mil projetos, cumulativosSó projetos digitais; sem turnosApp Store 1,1 (8) · Google Play 2,5 (967) · RA 7,7
GetNinjasServiços gerais — não especializadoProfissional compra "moedas" para desbloquear o contato; contratante não paga+2 milhões de profissionais, +3 mil cidades (registro de 14/09). Prospecto: 112 mil profissionais ativos e 4,2 mi de pedidos em 2020Confirmada — páginas locais ativas em Brasília, inclusive eventosApp Store 4,2 (16,8 mil) · Google Play 3,7 (182 mil) · RA 8,5
TradePRO FreelanceTrade marketing no varejo — adjacenteA empresa paga o trabalho; a cobrança da plataforma não é pública; exige MEI do promotorNão divulgadaIndícios genéricos; sem vaga de hospitalidadeApp Store 3,1 (21) · Google Play 2,9 (135)
Freelancer (na loja, "Hire & Find Jobs")Projetos remotos, global — referência de modelo10% do trabalhador (mínimo US$ 5) e 3% do cliente (mínimo US$ 3); assinaturasReceita de A$ 53,2 mi em 2025 (grupo, inclui pagamentos)Não aplicável (remoto)App Store 4,3 (181) · Google Play 3,8 (73,3 mil)
UmFreelaGastronomia, hotelaria e eventosContratante: R$ 3,99 por vaga concluída, a primeira grátis; ou R$ 34,90 por mês mais R$ 1,49 por vaga. Pagamento do turno por fora100+ downloadsIndícios genéricos ("todo o Brasil"); operação no RSApp Store 4,3 (6) · Google Play sem nota
StaffPROStaff de eventos para produtoras; MEI obrigatórioCotação por evento (não público); repasse em 5 a 15 dias úteis+6.000 eventos, +35 mil diárias, +32 mil freelancers, R$ 6 mi em serviços prestados (não é faturamento)Indícios genéricos; SP e RJApp Store 3,1 (17) · Google Play 3,1 (153)
Staff BREstádios e, desde 2025, hospitalidade — da FutebolcardPercentual por vaga preenchida e concluída; falta não é faturada (percentual não público)98% de comparecimento e 11 minutos até o primeiro aceiteIndícios: a Futebolcard opera jogos no Mané Garrincha; sem chamada pública de bar ou eventoApp Store 4,4 (7) · Google Play 4,2 (13)
Freelas EventosEventos no interior de SPSem cobrança hoje; pagamento por fora1 mil+ downloadsSem evidência públicaApp Store 3,7 (3) · Google Play sem nota
Lan UpSaaS de ponto, escala e pagamento para terceirizadas; nasceu como banco de freelasR$ 200 a R$ 2.000 por mês, mais módulos50 mil+ downloadsSem evidência públicaApp Store 3,8 (30) · Google Play 3,2 (202)
BicosServiço doméstico e pequenos reparos — adjacenteNão divulgado; pagamento no cartão, retido até o cliente confirmar1 mil+ downloadsSem evidência públicaSem nota nas duas lojas
BIKOEventos, hospitalidade, logísticaContratante: diária mais percentual "negociado" (não publicado), com créditos pré-pagos1 mil+ downloadsSem evidência públicaApp Store 4,3 (4) · Google Play 3,5 (50)
Trampei ServiçosServiços em geral — adjacenteAssinatura do profissional (R$ 29,90) e da empresa (R$ 99,90)5 mil+ downloadsSem evidência públicaApp Store 4,0 (2) · Google Play 3,2 (16)
JobHunterClassificados de bicos; fecha no WhatsAppGratuito para os dois lados; receita de anúncio52 mil cadastrados em 240+ cidades (eram cerca de 33 mil em 14/09)Indícios genéricos; mais forte em Uberlândia e GoiâniaApp Store sem avaliação · Google Play 4,3 (164)
Meu FreelanceTrabalho avulso, sem segmento declaradoNão encontrado1 mil+ downloads; sinais de abandonoSem evidência públicaApp Store sem avaliação · Google Play 1,5 (6)
Freela ServiçosEventos, bares, festas; em 2026, também fretes, entregas, vaga CLT e campanha políticaMensalidade de R$ 0, R$ 49,90, R$ 299,90 ou R$ 499, mais taxa de 20%, 20%, 15% ou 10% por vaga. As perguntas frequentes do mesmo site dizem "sem taxa e sem mensalidade"202.743 profissionais, 412 contratantes e 223 contrataçõesIndícios genéricos ("todo o Brasil")App Store 3,8 (16) · Google Play 3,5 (45)
Freelas NowBares e restaurantes — urgência, "pra agora"; só São Paulo capitalContratante: 12% da diária (10% no Premium de R$ 29,90 por mês) pelos termos; as lojas dizem 10% e 8%. O freelancer paga 5% se quiser receber na horaNão divulgada; cerca de 4,3 mil instalaçõesSem evidência pública — lista de espera fora de SPApp Store 5,0 (4) · Google Play sem nota

Fontes da tabela: painel de lojas e DF, painel do Reclame Aqui e estudo de modelo de negócio, seção 1.

Fora da pesquisa de 01/10 (registro de 14/09/2026, não revisto):

ConcorrenteFocoComo cobraTração declarada (não auditado)Presença no DFNota agregada
WorcRecrutamento/gestão de mão de obra para foodservice (B2B)Assinatura mensal/trimestral do contratante; grátis para o candidato3 números diferentes na própria home (40 mil / 2 mi / 5 mi+ "oportunidades")Não verificadoReclame Aqui 4,3/10 — "Não Recomendada"
ToopaBares, restaurantes, hotéis, eventos10% do contratante, sem mensalidade500+ estabelecimentos, 2 mil candidatos (dado de 2021)Tinha o DF no roadmap de 2021, nunca confirmado — empresa provavelmente inativa em 2026Sem reviews localizadas em nenhuma fonte

Sobre a loja. A tabela de 01-O-PROBLEMA.md §3.1 mede parte desses aplicativos em outra data, e por isso os números diferem. No Brasil o Android concentra muito mais avaliação: a Closeer tem 6,76 mil avaliações no Google Play contra 641 na App Store. Toda nota só significa alguma coisa junto com a loja e a data. E nota alta em loja convive com reputação ruim no Reclame Aqui: a Switch tem 4,8 na App Store e "Não recomendada" no RA.

Quem atende o DF hoje (pesquisa de 01/10):

QuemO que se sabe com fonte
Os 22 appsSó a estaff declara operação no DF: 31 clientes e 6.544 jobs no contador do próprio site, sem período informado. Não há vaga aberta no DF, cliente nomeado nem notícia local. O GetNinjas tem página de garçons em Brasília. O 99Freelas está no DF só em projetos digitais. Os demais não têm evidência pública
Agências de evento e de facilitiesPelo menos seis: Way, M3F, Green House, Mary Help (três unidades), Garçom Classe A e 61 Eventos (esta sem garçom). Nenhuma publica preço; o atendimento é por orçamento
Agências de RH nos portaisA Gi Group anunciou 100 vagas de "Garçom - Brasília na modalidade eventual"; outras recrutadoras publicam freela de restaurante "na diária"
Portais de vagasAnúncio de freela é raro: só 0,7% dos posts do Brasília Empregos e 0,5% dos do Hora do Emprego DF, de julho a setembro, contêm a palavra "freelancer", em qualquer setor. Inferência: a demanda corre por outros canais, provavelmente WhatsApp e indicação — hipótese para o campo, não fato

Fonte: mapa da concorrência real no DF, com 77 fontes abertas uma a uma.


4. Concorrentes — perfis

Cada perfil abaixo resume a ficha de 01/10/2026 do mesmo nome em pesquisa/concorrentes/analises/, que traz as fontes numeradas. O que ficou do registro de 14/09 está sinalizado.

GetNinjas

O único concorrente com página local pública no Distrito Federal: getninjas.com.br/local/df/brasilia e /eventos/df/brasilia estão no ar, com categorias como garçom, bartender, segurança e DJ listadas para Brasília. Dado, verificado por acesso direto em 14/09/2026 e de novo em 01/10. Quantos serviços são de fato executados no DF não tem fonte pública.

Não é especializado em food service ou eventos — é um marketplace geral de serviços (reforma, aulas, beleza, tecnologia, e também eventos). Contratante não paga nada; profissional paga por um sistema de moedas pré-pagas para desbloquear o contato de cada pedido. A plataforma não cobra comissão sobre o valor do serviço fechado e não processa o pagamento do trabalho. O registro de 14/09 trazia 1 moeda = R$ 0,15 e pacotes de R$ 149 a R$ 599; a ficha de 01/10 não encontrou tabela pública vigente: o preço é dinâmico, e as moedas valem três meses.

Como o modelo mudou: nasceu em 2011 vendendo assinatura que dava um volume de pedidos; em 2016 trocou por moedas por contato escolhido. A empresa declarou breakeven em 2019, mas a demonstração financeira enviada à CVM mostra prejuízo de R$ 3,0 milhões naquele ano; o único lucro líquido da série, em 2023, veio dos juros do caixa do IPO (pesquisa de monetização, seção 1.5).

Tração declarada: +2 milhões de profissionais cadastrados, +3 mil cidades — não auditado (registro de 14/09). O prospecto do IPO falava em 112 mil profissionais ativos e 4,2 milhões de pedidos em 2020, dado histórico.

Pontos fortes: volume de avaliação muito maior que qualquer outro concorrente pesquisado (App Store 16,8 mil avaliações, 4,2/5; Google Play 182 mil, 3,7/5). No Reclame Aqui, nota 8,5 nos últimos seis meses e 8,8 no geral, com selo RA1000; 99,2% das reclamações respondidas.

Pontos fracos — o sistema de moedas é a queixa dominante de quem trabalha. São 16.538 reclamações no Reclame Aqui, 1.672 nos últimos seis meses, quase todas de profissionais que pagaram por contato. Relato: "coloquei quase R$ 500 em moedas e todos os clientes que peguei nenhum responde" (reclamação no Reclame Aqui, 2026). O cliente pode receber propostas de até 4 profissionais ao mesmo tempo — todos gastam moeda, só um fecha. Uma crítica jornalística independente chama o modelo de "leilão digital de trabalho humano" (Outras Palavras/DMT em Debate — texto bloqueado para leitura direta, título via busca). É o único dos 22 que cobra apenas do profissional.

Risco institucional, fora do produto (registro de 14/09, não revisto em 01/10): a controladora, Reag Investimentos, é um dos alvos da "Operação Carbono Oculto" — investigação de infiltração do crime organizado no mercado de capitais — e anunciou a venda do próprio controle acionário. Valor de mercado caiu de R$550 milhões (IPO 2021) para a faixa de R$250 milhões, sem publicar balanço desde o 3T24. Dado (Money Times, InvestNews, Times Brasil, acesso 14/09/2026).

Fontes: ficha GetNinjas (01/10/2026) · getninjas.com.br — Brasília · getninjas.com.br — eventos DF · App Store · Google Play · Money Times — Reag Invest · Times Brasil — venda de controle da Reag · InvestNews — crise Reag.

Switch

Marketplace de bares, restaurantes, hotéis e supermercados, nascido em 2018 em Vitória/ES. Operou três anos por WhatsApp e planilha antes de ter app: o produto foi escrito em 2021, depois de 25 mil serviços. Contratante paga por hora conforme a função, sem mensalidade, com a margem da plataforma embutida no preço — mais sobretaxas: 10% extra para pedidos com menos de 24h de antecedência, o valor de 1 hora no cancelamento tardio, e 50% do salário-base se efetivar o profissional. O profissional recebe às quintas-feiras, pelos serviços da semana anterior. Dado, termos de uso.

A contradição de tração, reconciliada. Os números diferentes de "serviços atendidos" que este documento apontava são contadores de anos diferentes que ficaram no ar: 40 mil em 2022, 60 mil em 2023, 75 mil em 2025. Em outubro de 2026 a home ainda diz 75 mil serviços, 30 mil profissionais e 1.200 empresas, e o blog fala em 80 mil. Não é fraude de número; é contador parado. Trate como piso de marketing.

Presença no DF: sem evidência pública — as páginas oficiais citam sempre as mesmas 4 praças (Grande Vitória, São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro). Ficou quatro anos só na Grande Vitória antes de abrir a segunda.

Pontos fortes: nota 4,8/5 na App Store (2.170 avaliações) e 4,7 no Google Play (6,54 mil) do lado do profissional — as notas agregadas mais altas do grupo. Treinamento obrigatório e preço de urgência escritos em contrato.

Pontos fracos: a nota alta convive com queixa de remuneração baixa e de repasse lento. Relato (App Store): "turno de R$100 vira ~R$73" (01/02/2022); "turno de 6h por R$60–70. Vale só se passando fome" (02/12/2025). No Reclame Aqui a reputação é "Não recomendada": 14 reclamações e 1 resposta nos últimos seis meses; nota 4,2 em três anos, com 47 reclamações. As queixas incluem valor não devolvido ao contratante e desvio de função. Não há registro de presença no local: a falta é informada pelo estabelecimento.

Fontes: ficha Switch Profissionais (01/10/2026) · switchapp.com.br · switchapp.com.br/sobre · switchapp.com.br/termos-clientes · App Store — profissionais · App Store — estabelecimentos.

Closeer

Plataforma de gestão e pagamento de mão de obra freelancer operacional (cozinha, restaurante, hotel, bar, eventos, varejo, cozinha industrial). O contratante deposita numa carteira pré-paga, cria o job, e a plataforma o oferece em cascata: se o primeiro profissional recusa ou não confirma, a oferta passa ao próximo. Início e fim do trabalho são registrados por QR Code, e o valor vai para a carteira digital do profissional ao fim do job.

Como cobra, corrigido. Não é "percentual por job": a taxa incide na recarga da carteira, e há mensalidade no plano inicial. Os valores não são públicos; a página da parceria com a Abrasel oferece "Mensalidade 100% Grátis" e "50% OFF na Taxa de Recarga".

Como o modelo mudou: lançou em dezembro de 2018, grátis por seis meses para os dois lados; o plano era cobrar depois 10% por job do profissional mais mensalidade do contratante. Em 2021 só o contratante pagava. Em 2024 se reposicionou como plataforma de gestão; em 2025 acrescentou vaga fixa. Dado (Gazeta do Povo, 14/12/2018; Projeto Draft, 07/06/2021; ficha de 01/10).

Tração declarada: 1,1 milhão de jobs, R$150 milhões pagos a profissionais, 670 mil cadastrados, 6 mil unidades de negócio, "+350 cidades" — não auditado. O valor pago a profissionais é repasse, não receita da Closeer.

Presença no DF: sem evidência pública. Em janeiro de 2019 a empresa disse que queria chegar a Brasília em 2020; não há registro de que chegou.

Pontos fortes: reputação "Ótimo" no Reclame Aqui (8,5 nos últimos seis meses, 120 reclamações, 100% respondidas, 84,3% resolvidas); 4,2/5 na App Store (641 avaliações) e 4,6/5 no Google Play (6,76 mil), o maior volume de avaliação entre os especializados.

Pontos fracos: o pagamento automático depende de o contratante abrir e fechar o job no app; quando ele esquece, o dinheiro fica preso. E a loja cancela em cima da hora, com o profissional já a caminho. Relato: "Você trabalha e eles te pagam quando querem. Não indico" (Google Play, 03/05/2022); "o gerente disse que a vaga foi cancelada... e quem perdeu vida fui eu" (reclamação no Reclame Aqui, 2026).

Fontes: ficha Closeer (01/10/2026) · closeer.com.br · Google Play · App Store · Projeto Draft (07/06/2021) · Gazeta do Povo (14/12/2018).

estaff

Modelo dual — vagas freela e vagas fixas CLT na mesma plataforma, atendendo bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis e empresas de eventos. Nasceu em 2020 dentro do grupo da Eshows, marketplace de música ao vivo para bares: segundo produto para o mesmo cliente. Gratuito para o profissional; contratante paga comissão de intermediação com "planos e condições distintas" não divulgadas publicamente. O repasse ao profissional sai, na prática, na semana seguinte.

É o único concorrente especializado com operação declarada no DF. O endpoint público que alimenta o mapa do site (estaff.com.br/api/metrics/regions, conferido em 01/10) declara, para o DF, 5.197 profissionais, 31 clientes e 6.544 jobs realizados — o quarto estado dela em jobs e em clientes. O dado é da própria empresa e não tem período. Fora o contador, não há rastro público: nenhuma das 43 vagas fixas do site é no DF, o verificador de cidade só reconhece "Brasília" (Taguatinga, Águas Claras e Ceilândia devolvem "Cidade não encontrada"), e não há cliente nomeado. A ficha classifica a ameaça no DF como alta.

Tração declarada, reconciliada. O "1,4 milhão" contra "686 mil" que este documento apontava são definições diferentes: 1.483.918 cadastrados, 524.519 "disponíveis" (soma por estado) e 39.317 "experientes", ou 2,6% do cadastro. São 998 mil jobs e R$ 128,9 milhões repassados a profissionais. São Paulo concentra 93,9% dos jobs.

Pontos fracos — a nota mais baixa do grupo na App Store. 3,1/5 (561 avaliações); no Google Play, 4,4 (5,32 mil). Relato: bloqueio de cadastro sem aviso claro após desistências, mesmo com antecedência ("Cancelei um freela com 2 dias de antecedência e fui punida ficando bloqueada 1 semana inteira", 1★); aprovação de candidatura chegando 30 minutos antes do horário da vaga; percepção de viés a favor do contratante em disputas. Reclame Aqui: reputação "Regular", nota 6,8 nos últimos seis meses, com 183 reclamações e 66,2% resolvidas; o tema dominante é banimento sem explicação.

Fontes: ficha eStaff (01/10/2026) · estaff.com.br · números por estado · estaff.com.br/para-profissionais · App Store.

eFreela

Marketplace de bicos para eventos e hospitalidade, de Goiânia: desenvolvimento a partir de outubro de 2022, operação desde janeiro de 2023.

Como cobra, corrigido. A taxa de 10% é descontada do valor do freelancer, não paga pelo contratante: os termos dizem que a eFreela "retém um percentual fixo de 10% sobre o valor total do trabalho realizado pelo Freelancer". O contratante paga 3% em cada depósito, pré-pago por Pix. É o único app de turno pesquisado que declara cobrar de quem trabalha como regra. Regras com número: multa de 5% por falta, bloqueio de 15 e de 30 dias, e trava que impede a mesma empresa de contratar o mesmo prestador por mais de 2 dias na semana.

Como o modelo mudou: depois de março de 2025, o site passou a vender um "sistema para gestão de freelancers" — presença, escala e pagamento — no lugar do marketplace. O motivo não é declarado.

Tração declarada: "mais de 300 mil freelancers" e "mais de 100 mil serviços realizados". O hiato que este documento apontava, de 300 mil usuários contra "100 mil+ instalações", era efeito da faixa exibida pela loja: o contador interno do Google Play marca 278 mil instalações.

Presença no DF: sem evidência pública — opera em 6 estados (GO, MG, SP, RJ, MA, AL), sem o DF.

Pontos fortes: bem avaliada nas duas lojas — App Store 4,6 (1.524) e Google Play 4,6 (2,41 mil); a nota 3,1 com 178 avaliações que este documento registrava para o Android não se confirma. Saque rápido e comunidade local, com cursos e encontro presencial mensal.

Pontos fracos: Relato: dificuldade recorrente de saque ("Não consigo sacar o dinheiro na plataforma de jeito nenhum", 12/09/2024). Reclame Aqui "Regular", nota 6,7 nos últimos seis meses; a resposta leva 10 dias em média no período e 68 dias no histórico de três anos. Quando o contratante esquece o checkout, o pagamento fica retido. Queixa de valor injusto: "11 horas por menos de 100 reais".

Fontes: ficha eFreela (01/10/2026) · efreela.app · App Store — Profissionais · App Store — Empresas · Google Play · Revista Zelo (19/07/2023).

Freela Serviços

Marketplace que cobre bares, restaurantes, eventos, buffets e — overlap direto com o segmento de campanhas eleitorais, hoje fora do radar do produto — panfletagem, bandeirista e coordenação. A empresa é de Jundiaí (SP), com CNPJ de 2023; os apps só chegaram às lojas no fim de maio de 2026. No mesmo ano abriu fretes, entregas e vagas CLT. Contratante paga mensalidade mais taxa decrescente por vaga: Grátis (R$0, 20%, 4 vagas/mês) · Básico (R$49,90/mês, 20%, 30 vagas) · VIP (R$299,90/mês, 15%, ilimitado) · Grandes Redes (R$499/mês, 10%, ilimitado), sem fidelidade. As perguntas frequentes do mesmo site dizem "sem taxa e sem mensalidade", o que contradiz a tabela. Declara seguro de acidentes pessoais em toda contratação, sem nomear a seguradora. O pagamento passa pelo app.

Tração declarada, com o maior hiato de todo o grupo pesquisado: os contadores do site mostravam, em 01/10, 202.743 profissionais cadastrados, 412 contratantes e 223 contratações concluídas — eram 198.232, 392 e 203 em 14/09. No Google Play, o app tem 10 mil+ instalações e 45 avaliações, nota 3,5; o registro anterior de "1.000+ instalações e 1 avaliação" estava errado. Não há matéria de imprensa independente sobre a empresa, e ela não tem página no Reclame Aqui.

Presença no DF: sem evidência pública — alega "todo o Brasil"; as vagas vistas são do interior de SP, de São Paulo, Curitiba e BH.

Pontos fortes: estrutura de planos pública e sem fidelidade; elogios pontuais de pagamento em dia.

Pontos fracos: estreia com onda de notas baixas por erro de login e de senha; queixa de "não aparece vaga na minha região". A linha Freela Entregas retém 20% do entregador, contra a promessa de custo zero.

Nota lateral: o nome "Freela" (sem "Serviços"), citado isoladamente numa lista solta de concorrentes deste projeto, não é a Freela Serviços — é ambiguidade de marca. Existiu um "Freela Brasil" (app de eventos, hoje extinto, nome reaproveitado por terceiros associados a golpe de curso) e outras empresas homônimas sem relação; a página "Freela" do Reclame Aqui é de outra empresa, com outro CNPJ. Não há um concorrente oculto atrás do nome.

Fontes: ficha Freela Serviços (01/10/2026) · freelaservicos.com.br · App Store · Google Play · econodata.com.br — CNPJ.

Worc

(Registro de 14/09/2026; fora da pesquisa de 01/10.)

Plataforma B2B de recrutamento e gestão de mão de obra para foodservice — cobra do contratante via assinatura mensal/trimestral (preço só sob consulta comercial), grátis para o candidato. Fundada no fim de 2018 em São Paulo; captou R$20 milhões em seed do SoftBank em 2021 (maior seed da América Latina à época — dado independente), e fez duas aquisições em 2022 (Hrestart, Ponto Predict).

Sinal de alerta forte: a própria empresa publica três números de tração diferentes na mesma sessão de navegação. A home diz "5+ milhões de oportunidades geradas" e "R$500+ milhões em GMV"; a página de vagas do mesmo site, no mesmo acesso, diz "mais de 2 milhões"; uma matéria de 2021 falava em "mais de 40.000". O quadro de vagas ao vivo do próprio site retornou zero vagas no acesso de 14/09/2026, apesar de uma página de marketing alegar "1.400+ vagas abertas" — contradição direta, observada ao vivo. O rodapé do site ainda diz "© Worc 2024".

Presença no DF: não confirmada — parcerias recentes são Rio de Janeiro (SindRio, jul/2026), São Paulo e Curitiba.

Pontos fortes: ainda operando ativamente (parceria nova com o SindRio em julho/2026); histórico de M&A mostra alguma capacidade de execução.

Pontos fracos — as queixas vêm do lado contratante, não do trabalhador (padrão invertido em relação ao resto do grupo). Reclame Aqui: reputação "Não Recomendada", 4,3/10, só 42,9% resolvidas, só 21,4% voltariam a negociar. Relato (7 relatos vistos): empresa que pagou mensalidade e "não recebeu ninguém para entrevistas"; renovação de contrato "sem eu deixar", inclusive após cancelamento confirmado por vídeo chamada; "não tinha banco de currículos qualificado nem para São Paulo". Um relato de ex-funcionário no Glassdoor menciona demissão de "mais de 70% do quadro" (nota agregada 2,9/5, 44% recomendam).

Fontes: worc.com.br · app.worc.com.br/nossas-vagas · app.worc.com.br/contrate-a-worc · Exame — aporte SoftBank · SindRio — parceria (07/2026) · Reclame Aqui · Glassdoor — acesso 14/09/2026.

Toopa

(Registro de 14/09/2026; fora da pesquisa de 01/10.)

Provavelmente inativa em 2026. Conectava bares, restaurantes, hotéis e eventos via geolocalização, com contratante pagando 10% do valor à plataforma, sem mensalidade, repasse ao freelancer em até 3 dias úteis — dado de agosto/2021. Meta declarada para 2022 era 10 mil estabelecimentos e 100 mil profissionais, partindo de 500+ estabelecimentos e 2 mil candidatos em 2021 — nunca encontramos confirmação de que essa meta foi atingida.

Sinais convergentes de que saiu do ar: o domínio toopa.com.br não resolve por DNS; a ficha da App Store retorna erro 404; não há cobertura de imprensa depois de agosto/2021; não há nenhuma review de usuário localizável em nenhuma fonte. Nenhuma fonte isolada diz "a Toopa fechou" — é a convergência de sinais técnicos que sustenta essa leitura, registrada como achado, não como certeza absoluta.

Sobre o DF: em agosto de 2021, a empresa declarou à imprensa planos de expandir para mais 5 cidades ainda naquele ano, incluindo Brasília — nunca confirmado como executado, e hoje irrelevante dado o provável encerramento da operação.

Fontes: Forbes Brasil (08/2021) · ABC da Comunicação (08/2021) · Guia do Freela (31/05/2023) — acesso 14/09/2026; teste de DNS e App Store realizado diretamente em 14/09/2026.

TradePRO Freelance e JobHunter — concorrência adjacente

Nenhum dos dois compete diretamente no food service/eventos/campanha política — seguem catalogados aqui só por já terem sido citados no projeto.

TradePRO Freelance: conecta promotores de trade marketing (MEI obrigatório) a empresas para execução pontual em ponto de venda. A empresa paga o trabalho pelo app; como a plataforma cobra não é público. Nasceu em 2011 como software de gestão de campo e lançou o Freelance em 2019, sobre a base de clientes do software. Mantém um segundo produto de gestão de equipes de campo ("TradePRO Promoter"); o app Android do Freelance não é atualizado desde janeiro de 2025. Sem número de tração encontrado.

JobHunter: classificados de bicos, gratuito para os dois lados, com receita declarada só de anúncios no app. O contato do contratante pelo WhatsApp é liberado assim que o freelancer se candidata ("Contratou. Combinou no WhatsApp"), e o app "não toca em dinheiro nenhum". Declara mais de 52 mil cadastrados em 240+ cidades, com Uberlândia e Goiânia como praças mais fortes; eram cerca de 33 mil em 14/09. Correção: o app Android está no ar desde pelo menos setembro de 2024, e não desde abril de 2026, data do iOS — a base se formou em cerca de dois anos, não em meses. O campo "fornece alimentação" na vaga é citado pelos usuários. Goiânia fica a cerca de 200 km de Brasília.

Fontes: fichas TradePRO e JobHunter (01/10/2026) · auditoria do grupo 4 · tradepro.com.br/freelance · home.jobhunterbr.com.

Os oito da varredura de 23/09, agora com ficha

A varredura da App Store de 23/09/2026 devolveu oito aplicativos que a pesquisa não tinha, lidos só na loja. Em 01/10 cada um ganhou ficha completa, e as do grupo 4 passaram por auditoria número por número. As imagens seguem em pesquisa/concorrentes/.

Freelas Now — o mais próximo da tese do Frila, e mais próximo do que a captura mostrava. Além do mapa de "Freelancers Próximos" e do "Pra agora", a vaga aberta é notificada a todos os disponíveis da região ao mesmo tempo, e o primeiro que aceita em 2 minutos é contratado, com reoferta automática se ele desiste. No aceite, o valor fica em custódia pelo Mercado Pago; o freelancer recebe às 10h do dia seguinte, ou na hora com desconto de 5%. Cobra do contratante 12% da diária (10% no Premium de R$ 29,90 por mês) pelos termos de maio de 2026 — as lojas dizem 10% e 8%. Tem check-in por código de 4 dígitos, alerta quando a mesma dupla trabalha 3 vezes na semana e compensação de 20% ao freelancer no cancelamento tardio. É obra de pessoa física, só funciona em São Paulo capital, está sem atualização desde julho de 2026 e não publica nenhum número de uso.

Freelas Eventos (na loja, "Freelas") — o mais próximo da nossa camada de confiança. A ficha do profissional traz ranking com desempenho, confiança em porcentagem, trabalhos realizados e cancelamentos; o evento declara função, valor por vaga, uniforme, lanche e descanso. É reputação com denominador, feita de outro jeito: sem taxa de comparecimento medida por check-in. Tem lista de favoritos e eventos de vários dias. Foco declarado no interior de São Paulo, sem cobrança hoje e com pagamento por fora.

UmFreela — "a nossa tese no ar", com preço público: R$ 3,99 por vaga concluída, a primeira grátis, ou R$ 34,90 por mês mais R$ 1,49 por vaga. Profissional não paga e recebe o valor integral, direto do contratante. Lançado em março de 2026, em Porto Alegre; cerca de 100 downloads no Android.

Os outros cinco. BIKO (eventos, hospitalidade e logística) é operado pela BIKO Tecnologia e Serviços, de Barueri; a empresa compra créditos pré-pagos, paga diária mais um percentual "negociado" e libera o pagamento em até 1 dia útil; tem check-in por GPS, contagem regressiva do turno e favoritos. Staff BR, da Futebolcard, nasceu em 2025 para estádios e abriu para hospitalidade; cobra percentual só da vaga concluída e declara Pix no checkout. Meu Freelance tem candidaturas e agenda, e mostra sinais de abandono: domínio expirado em setembro de 2026 e nota 1,5 no Google Play. Trampei Serviços é generalista e cobra assinatura do profissional (R$ 29,90) e da empresa (R$ 99,90). Bicos é serviço doméstico e entra como adjacente, junto de TradePRO e JobHunter.

O que isso muda para o posicionamento. Proximidade, urgência, reputação bilateral, contato direto depois do aceite e o próprio "primeiro que aceita leva" já estão publicados na App Store brasileira, ainda que em apps pequenos e sem liquidez visível. O diferencial defensável do Frila não é o mecanismo. É o que nenhum dos 22 mostra: taxa de comparecimento medida por check-in com denominador explícito, reputação binária e densidade num território — além de contato limitado a sete dias e nenhum custo para o profissional, que é requisito do mercado e não diferencial.

Fontes: fichas Freelas Now, Freelas Eventos, UmFreela, BIKO, Staff BR, Meu Freelance, Trampei e Bicos.

Os que entraram em 01/10: Bravo Eventos, StaffPRO, Lan Up, 99Freelas e Freelancer

Bravo Eventos — não é marketplace: é o app de recrutamento de uma agência de staff de eventos de São Paulo, de 2012, que lançou o app em 2023. A produtora paga a agência por cotação, e a agência paga o profissional dias depois do evento. Cerca de 208 mil instalações no Android e as piores notas do grupo (2,5 nas duas lojas). No Reclame Aqui, "Não recomendada": 29 reclamações, quase todas sem resposta, incluindo profissional confirmada e barrada na porta do evento.

StaffPRO — staff de eventos para produtoras, em SP e RJ, com MEI obrigatório do profissional. Cobra por cotação e repassa em 5 a 15 dias úteis; a nota nas duas lojas é 3,1. Declara mais de 6.000 eventos e R$ 6 milhões em serviços prestados, que não é faturamento.

Lan Up — empresa de 2020, de Santo André, que lançou o app em 2021 como banco de talentos de freelances para bares, restaurantes e eventos, e virou SaaS de ponto, escala e pagamento para empresas terceirizadas, de R$ 200 a R$ 2.000 por mês. Receita e motivo do pivô não são públicos.

99Freelas e Freelancer — marketplaces de projeto remoto, sem turno presencial; entram como referência de modelo, ao lado do Fiverr. O 99Freelas cobra intermediação de 10% a 20% e assinatura do profissional, com três preços diferentes para o mesmo plano conforme o canal. O Freelancer cobra 10% do trabalhador e 3% do cliente.

Fontes: fichas Bravo Eventos, StaffPRO, Lan Up, 99Freelas e Freelancer.

Fiverr — referência de modelo, não concorrente direto

Marketplace global 100% remoto (design, programação, redação, marketing) — sem componente presencial, categoricamente diferente do Frila. Relevante aqui só como referência de modelo de cobrança: 20% do vendedor e 5,5% do comprador por contrato, mais uma assinatura opcional do lado do profissional (Seller Plus, de US$ 25 e US$ 49 por mês). O "take rate" de 28,0% (12 meses até jun/2026) que este documento registrava é a receita sobre o volume transacionado, não a comissão contratual.

Como o modelo mudou: nasceu em 2010 com serviço a US$ 5; liberou o preço em 2015, criou curadoria em 2017 e assinatura em 2021.

O dado mais relevante para o Frila: nos resultados financeiros públicos mais recentes, a receita de marketplace (comissão pura) caiu 15,5% ano a ano, enquanto a receita de "serviços" (que inclui a camada de assinatura) cresceu 2% — sinal de que receita recorrente por assinatura é mais resiliente que comissão pura, mesmo para quem já domina a transação. Compradores ativos caíram 21,9% a/a; a empresa atribui isso à adoção de IA comprimindo trabalho de baixo valor.

Reviews: Trustpilot 2,5/5, fortemente polarizado (49% dão 5 estrelas, 35% dão 1 estrela); queixas recorrentes de suporte lento e disputas de reembolso que raramente favorecem o comprador; onda de banimento de conta de vendedor em 2026 sem processo de apelação claro. No Reclame Aqui, "Não recomendada": a empresa não responde.

Fontes: ficha Fiverr · StockTitan — resultado Q2 2026 · Fiverr Help Center — Seller Plus · Trustpilot.


5. Referências internacionais

Fora do Brasil, os players de staffing sob demanda cobram do contratante sobre a hora trabalhada, não assinatura. A pesquisa de 01/10 estudou dez deles — como nasceram, como o modelo mudou e o que deu errado — em referências globais de staffing por turno, conferidas por auditoria.

EmpresaOnde e quando nasceuQuem pagava e quanto no inícioVínculo no início → hojeSituação em 2026
Instawork2015, São Francisco. Mural de vagas fixas para cozinha de restauranteRestaurante: US$ 100 por contratação; depois US$ 10 por turno (2019)Nenhum → autônomo → mistoAtiva; 46 regiões nos EUA e 2 no Canadá
Wonolo2013/2014, São Francisco. Reposição e armazém, dentro da Coca-ColaEmpresa; hoje 45% sobre o autônomo e 55% sobre o empregadoAutônomo → mistoAtiva
Syft / Indeed Flex2015, Londres. Hospitalidade e eventosEmpresa: 15% sobre o salárioAgência empregadora desde o inícioAtiva, dentro da Recruit/Indeed, que a comprou em 2019
Coople2009, Zurique. Varejo, alimentação coletiva e eventosEmpresa: fator sobre o salário (não público)Empregadora desde o inícioSó Suíça; fechou o Reino Unido no fim de 2025
Qwick2017, Phoenix. Camareira de hotel, depois alimentos e bebidasEmpresa: 40% sobre o pagamento (dado de 2022)Autônomo → mistoOpera com a Gigpro; falência reportada e não confirmada
Shiftsmart2015, São Francisco. Recrutamento para apps de entregaNão encontradoAutônomo → autônomoAtiva; virou terceirização de execução no varejo
Jobandtalent2009, Madri. Site de vagasAnúncios; desde 2016, 10% do salário brutoNenhum → empregadoraAtiva; prejuízo em todos os anos
GigSmart2016, Denver, Cincinnati e Las VegasEmpresa: 25%, depois 35% e 45%Autônomo → mistoAtiva
Apli2016, Cidade do México. Turnos de um dia para bares, restaurantes e eventosEmpresa: 100 pesos por contratado; depois US$ 5 a 10 por pessoa por diaNão encontradoVirou software de recrutamento por assinatura; comprada em 2025
Time Jobs2017/2018, Chile. Varejo, alimentação, eventosEmpresa: comissão (percentual não encontrado)AutônomoMatriz fechada; a filial do Peru ficou com a carteira

O que as dez mostram:

  • Nenhuma cobrou do trabalhador no começo, e nenhuma começou com assinatura. As taxas ao trabalhador vieram depois e são pequenas: seguro por hora e saque instantâneo.
  • A cobrança inicial teve só dois formatos: valor fixo por contratação ou por turno, quando a plataforma não controlava o dinheiro (Instawork de 2016, Apli), e percentual sobre o salário, quando controlava.
  • Quase todas nasceram numa cidade só, a dos fundadores ou a do cliente-âncora. A exceção é a GigSmart, que abriu três cidades de uma vez e colheu queixas de turno "a horas de distância" e de falta de gente em algumas regiões.
  • O vínculo é o passivo que explode. Nos EUA, quem usa autônomo pagou acordo ou mudou o vínculo: de US$ 400 mil (Instawork, Colorado) a US$ 4,17 milhões (Shiftsmart). Quatro das cinco americanas passaram a oferecer também empregado registrado, por empresa separada; a Shiftsmart segue só com autônomo. Entre as que são empregadoras, a margem bruta fica entre 8,6% e 12,4%.
  • A Apli é a referência mais parecida com o começo do Frila — uma cidade, bares e restaurantes, valor fixo por pessoa — e abandonou o turno em cerca de três anos, a favor de software por assinatura.

Instawork (EUA/Canadá) — tarifa horária "all-inclusive" (pagamento + markup), com percentual que a empresa não divulga mais. Correção: não nasceu como staffing por turno; nasceu como mural de vagas fixas e chegou ao turno "como experimento". Taxa de efetivação de US$2.500, reduzida a US$1.000 após 320h da mesma pessoa na empresa. Criou em 2021 uma afiliada empregadora, por pressão de clientes.

Qwick (EUA) — markup de ~40% por turno. Correção: a versão anterior deste documento registrava que a empresa "entrou em processo de falência". A pesquisa de 01/10 não confirmou a falência. O que se confirma é o acordo de US$2,1 milhões por má classificação de trabalhadores, em fevereiro de 2024, com conversão dos trabalhadores da Califórnia em empregados, e que hoje a Qwick opera com a Gigpro, sob a "Qwick GP LLC". Na Covid, a receita dela caiu 80%.

7shifts (registro de 14/09; fora da pesquisa de 01/10) — não é marketplace de mão de obra, é software de escala/gestão de turnos para restaurantes (categoria adjacente, não concorrente). Preço em camadas por unidade: grátis até 15 funcionários, até US$134,99/mês nos planos maiores — confirmado por fonte atualizada de julho/2026.

Fontes: referências globais · help.instawork.com · ShiftNOW — Qwick vs. Instawork (22/06/2026) · Bloomberg Law · Daily Journal — reportagem sobre a Qwick · costbench.com — 7shifts (verificado 30/07/2026).


6. Por que o WhatsApp ainda vence

01-O-PROBLEMA.md já mostra os números: WhatsApp está em 98,3% dos smartphones brasileiros e é o canal comercial de 82% dos pequenos negócios — grátis, universal, sem fricção de cadastro. A pesquisa de concorrência aprofunda essa leitura por outro ângulo: mesmo com 22 apps brasileiros diretos ou adjacentes já publicados, nenhum deles resolveu o problema bem o suficiente para deslocar o grupo de WhatsApp como canal dominante. Três razões aparecem nos dados:

1. Cadastro não é liquidez, e isso se repete em quase todo concorrente pesquisado. A Freela Serviços declara 202.743 profissionais cadastrados contra 223 contratações concluídas. A estaff tem 2,6% do cadastro como "experiente". A Worc chegou a anunciar "1.400+ vagas abertas" numa página que, na mesma sessão, mostrou zero vagas no próprio quadro ao vivo. Um grupo de WhatsApp não promete uma base cadastrada — promete uma vaga publicada agora, vista por quem está no grupo agora. Para quem precisa resolver uma falta em duas horas, isso pesa mais que qualquer número de cadastro.

2. A queixa dominante de quem trabalha é não ser chamado, não falta de vaga (já registrado em 01-O-PROBLEMA.md §3.1) — e a pesquisa de concorrência mostra que isso se repete além dos três apps já analisados lá: GetNinjas (moeda gasta sem retorno), estaff (bloqueio de cadastro sem processo justo), Closeer e eFreela (pagamento retido quando o contratante não fecha o turno no app), e candidatura sem resposta em estaff, Switch, Closeer, Bravo, BIKO e JobHunter. Um grupo de WhatsApp não tem esse tipo de fricção estrutural — quem está no grupo vê a vaga e se candidata direto para quem publicou, sem intermediário decidindo quem é "escolhido".

3. No Distrito Federal, o trabalho avulso de hospitalidade quase não aparece em canal público. Um concorrente especializado declara operação aqui (estaff), mas sem vaga aberta nem cliente nomeado; as agências de evento não publicam preço; e nos portais de vagas do DF só 0,5% a 0,7% dos posts contêm a palavra "freelancer". Inferência: a demanda de extra corre por contato direto e WhatsApp — hipótese para o campo, não fato. Isso não é evidência de que o WhatsApp "vence" tecnicamente; é evidência de que, no mercado que o Frila quer atender primeiro, ele é a ferramenta já testada localmente e sem rastro público de alternativa.

O que isso não permite concluir (mantendo o mesmo rigor de 01-O-PROBLEMA.md §4.1): não há medida independente de que o WhatsApp "funcione mal" — o que existe é ausência de garantia estrutural, e agora evidência de que os concorrentes que prometem essa garantia também falham nela com frequência, só que de um jeito mais visível e documentado (reviews, Reclame Aqui) do que o WhatsApp, que não deixa rastro público de falha.


7. Insights estratégicos

O Distrito Federal não está vazio de concorrência especializada, mas está sem concorrente com rastro público. A estaff declara 31 clientes e 6.544 jobs no DF, e a ficha dela classifica a ameaça como alta; fora o contador, não há vaga aberta, cliente nomeado nem notícia local. A estratégia territorial do Frila (dominar o DF antes de expandir) compete contra o WhatsApp, contra agências de evento sem preço público e contra um incumbente nacional cuja operação local ainda precisa ser medida em campo. É o que sustenta a densidade no DF como primeira barreira de entrada em 02-O-NEGOCIO.md §6, com a ressalva de que janela aberta não é vantagem permanente. Quem são os 31 clientes da estaff e como avaliam o serviço é pergunta para as entrevistas.

A tese já está publicada, e o mecanismo não é diferencial. O Freelas Now faz, em São Paulo, o modo urgência inteiro: aviso a todos os disponíveis, primeiro que aceita em 2 minutos leva, reoferta automática. Tem cerca de 4,3 mil instalações e nenhum sinal de uso. O custo de publicar um app desses é baixo, e o diferencial do Frila precisa estar na execução — gente perto, comparecimento medido por check-in, reputação com denominador — e não na ideia.

O padrão "cadastro não é liquidez" é a vulnerabilidade estrutural mais repetida do setor, presente em praticamente todo concorrente pesquisado com número de tração verificável. O despacho ativo do Frila — notificar quem é elegível em vez de esperar candidatura — ataca esse ponto especificamente, em vez de competir em volume de cadastro. O desenho desse mecanismo está em 03-ESPECIFICACAO-DO-PRODUTO.md. A métrica a mostrar é turno cumprido, nunca cadastro.

As piores avaliações do setor vêm quase sempre do lado de quem trabalha, independente do modelo de cobrança — pagamento retido (Closeer, eFreela), bloqueio sem processo justo (estaff), moeda gasta sem retorno (GetNinjas), candidatura sem resposta. Isso reforça, agora com evidência de mercado e não só de pesquisa de problema, que a aposta do Frila em reputação binária e ausência de custo para o profissional mira o ponto certo. Custo zero para o profissional, porém, é requisito do mercado: em 13 dos 22 apps só o contratante paga, e só o GetNinjas cobra apenas do profissional.

Todo app de turno com escala comprovada faz o dinheiro passar por ele — e isso é a maior tensão com a RN09. É leitura do estudo a partir das fichas, não dado de mercado: nenhum app de turno com pagamento por fora mostrou receita relevante. Mas o dinheiro no app também não cria liquidez (Freela Serviços, Freelas Now) e gera a sua própria queixa, de dinheiro preso. A decisão de 01/10 sobre isso está na seção 9.

O mercado é mais instável do que a lista de concorrentes sugere à primeira vista. A Toopa parece ter saído de operação; a Worc publica três números de tração contraditórios na própria home e tem reputação "Não Recomendada"; o controlador do GetNinjas está sob investigação e não publica balanço desde 2024; o Meu Freelance deixou o domínio expirar; a Switch quase parou de responder no Reclame Aqui em 2026. Vários concorrentes "estabelecidos" carregam problemas sérios de execução ou de saúde institucional — o que é mais oportunidade do que ameaça para um entrante regional com densidade real.

A Freela Serviços já atende campanha política — é o único concorrente com overlap direto nesse segmento, que saiu do radar do produto em 21/09/2026. Vale investigar mais de perto se a campanha política voltar a ser prioridade.


8. Padrões de modelo de negócio (pesquisa de 01/10)

O detalhe, com a evidência de cada linha, está no estudo de modelo de negócio e features, seções 1, 2 e 4. São padrões observados nas fichas, não leis de mercado.

Como os maiores nasceram e para onde foram:

CasoNasceu comoVirouLição
CloseerGrátis por 6 meses para os dois lados (dez/2018); o plano era 10% do profissional mais mensalidade do contratanteCarteira pré-paga do contratante, com taxa na recarga; gestão e vaga fixaTirou a cobrança do trabalhador e passou a monetizar o fluxo de dinheiro do contratante
estaffSegundo produto do grupo Eshows (2020)Freela e vaga CLT, com escala, favoritos e relatóriosEntrou pelo cliente que já existia; 93,9% dos jobs em SP
eFreelaMarketplace grátis para a empresa, 10% do freelancer (2023)"Sistema para gestão de freelancers"Foi da conexão para a gestão em 2 a 3 anos
Switch3 anos operando por WhatsApp antes do appHora tabelada, urgência a +10%, efetivação a 50% do salário-baseValidar a operação antes do produto; cobrar urgência e efetivação
Lan UpBanco de talentos para bares e eventosSaaS de ponto e escala para terceirizadasDa conexão para a gestão; receita e motivo não são públicos
GetNinjasAssinatura por volume de pedidosMoedas por contato (2016)Receita sem processar o pagamento, com o risco no profissional — e a queixa vem daí
InstaworkMural de vagas; US$ 100 por contrataçãoStaffing por turno com pagamento intermediadoValor fixo enquanto não controla o dinheiro
ApliTurno de um dia; valor por pessoa por diaSoftware de recrutamento por assinaturaO turno sozinho não segurou o modelo
YOLO Club (Brasília)Passaporte impresso com 60 restaurantes, parceiros buscados porta a porta (2017)App; cerca de 6 anos até São PauloDensidade local antes de expandir; abrir praça com líder local e pré-lista
Duo Gourmet (BH)Guia impresso (2013); 37 restaurantes na edição de 2015235 cidades; plano anual de R$ 210 para R$ 708Entra barato e sobe o preço com a densidade

YOLO e Duo são clubes de assinatura de restaurante, não marketplaces de trabalho: aproveita-se deles o caminho territorial, não a mecânica (casos).

O que se repete:

  • Quem paga é o contratante. Em 13 dos 22 só ele paga; em 5, os dois; só o GetNinjas cobra apenas do profissional.
  • Barato ou grátis na entrada; o preço sobe com a densidade. O preço de entrada é baixo, fixo e só incide sobre o que deu certo: o UmFreela cobra por vaga concluída, o Staff BR não fatura a falta.
  • Valor fixo enquanto não processa o pagamento; percentual quando processa. Todos os que cobram percentual controlam o dinheiro.
  • Da conexão para a gestão. Closeer, eFreela, Lan Up e estaff, aqui; Apli, Coople, Indeed Flex e Instawork, lá fora. O contratante paga com mais constância por controle da equipe do que por um contato novo.
  • Da transação para a receita recorrente: assinatura, SaaS, urgência e efetivação.
  • Papel antes do app, rede curada antes da rede aberta. Switch, YOLO, Duo, Instawork e Coople operaram à mão antes de programar.
  • Anos na primeira praça. YOLO, cerca de 6; Instawork e Switch, 4; Duo, 2,5.
  • O preço quase nunca é público. Só 7 dos 22 publicam o que o contratante paga, e 3 deles com preços que não batem entre canais.

O que diferencia em features (matriz na seção 3 do estudo): o básico — notificação, candidatura, seleção, avaliação, reputação e chat — todos têm. O que diferencia é presença verificada no local (8 apps), saque rápido (4), favoritos (7) e escala (11).

Erros que se repetem:

  • cobrar antes de haver vaga;
  • crescer antes da densidade (Freela Serviços, eFreela em parte, GigSmart);
  • deixar a relação ir para o WhatsApp sem ter o que vender depois;
  • pagamento lento (5 a 15 dias úteis na StaffPRO, dias depois do evento na Bravo);
  • preço diferente em cada canal (99Freelas, Freela Serviços, Freelas Now);
  • tratar o vínculo como detalhe.

9. Recomendação por fase e decisões de 01/10/2026 (pesquisa de 01/10)

9.1. Decisões do Cauê em 01/10/2026

  1. O pagamento do turno continua por fora do app. A RN09 está mantida. O Frila não processa, não retém e não custodia o valor do turno.
  2. O valor por posição e o valor da assinatura ficam em aberto. A direção recomendada pela pesquisa é cobrar do contratante um valor fixo por posição preenchida com presença verificada, mais uma assinatura pela gestão da equipe de confiança. É direção, não tabela: o preço se define no piloto. Nenhum número foi fixado.
  3. Vínculo e parceria com agência de trabalho temporário: em aberto. Fica registrado como questão aberta, sem decisão.

9.2. Por que essa direção de cobrança

Com o dinheiro do turno fora do app, o Frila não sabe nem controla quanto foi pago — e a pesquisa mostra que percentual sempre veio junto com o controle do dinheiro. O que o Frila sabe é se houve check-in. Por isso a forma compatível com a RN09 é valor fixo por posição com presença verificada, sem cobrar a falta. A assinatura cobre o que o contratante recorrente continua precisando depois que já conhece as pessoas: equipe de confiança, escala, relatório.

As âncoras públicas que existem, para referência e não como proposta de preço: R$ 3,99 por vaga concluída e R$ 34,90 por mês (UmFreela); R$ 29,90 por mês (Freelas Now Premium); R$ 49,90 a R$ 499 por mês (Freela Serviços); R$ 200 a R$ 2.000 por mês (Lan Up); US$ 10 por turno (Instawork, 2019). Quem processa o pagamento no Brasil cobra de 10% a 20%. A disposição a pagar do contratante do DF só o campo responde (estudo, seção 5.3).

9.3. O que fazer, por fase

Os limiares marcados com [H] são hipóteses de partida do playbook YOLO/Duo, a calibrar no piloto de 13/11. Nenhuma fonte pública os dá.

Fase 1 — Nascer no DFFase 2 — Dominar o DFFase 3 — Expandir
OndeUm núcleo dentro do raio de 15 km do despacho, não o DF inteiroAs regiões administrativas, uma a umaUma cidade parecida com o DF, onde um cliente atual já tenha unidade, com líder local e pré-lista
PreçoGrátis, com o preço futuro já mostrado e um prazo ou limite anunciadoContratante paga valor fixo por posição preenchida com presença verificada, mais assinatura pela gestão da equipe de confiança. Valores em aberto. Uma tabela só, públicaO mesmo, mais planos de rede
Dinheiro do turnoPor fora (RN09)Por fora (RN09 mantida em 01/10)Por fora
VínculoAutônomoEm abertoEm aberto
AquisiçãoÂncoras de evento e buffet, rede curada porta a porta, operação manualIndicação dos dois ladosLíder local e pré-lista na cidade nova
Sinal para avançar [H]8 semanas com 80% dos turnos preenchidos, aceite em até 15 minutos, 90% de comparecimento e 50% de contratantes que voltamDois trimestres estáveis, margem positiva sem subsídio, roteiro de abertura escrito e demanda espontânea na cidade-alvo—
Erro a evitarMarketplace vazio; esconder o preço; exigir MEIPercentual sem controlar o pagamento; punição automáticaAbrir várias cidades de uma vez

Features que a evidência sugere e que não estão no escopo (seções 5.2 e 7.3 do estudo) — sugestões para o backlog, não decisões: confirmação "paguei" e "recebi" pelos dois lados; taxa de cancelamento do estabelecimento na reputação; QR Code ou código como segunda via de check-in; aviso a quem não levou a vaga; alerta de recorrência da mesma dupla na semana.

9.4. O que a RN09 mantida deixa em aberto

Manter o pagamento por fora dá o prazo do melhor concorrente — Pix no fim do turno — sem custódia, sem depósito prévio e sem aproximar o Frila do papel de quem paga. O custo conhecido é que o Frila não vê se o contratante pagou. Sem custódia, a única forma de saber é os dois lados confirmarem; se o piloto mostrar calote ou atraso relevante, a queixa cai no app do mesmo jeito. É o dado a medir desde o primeiro turno.

9.5. O que só o campo responde

  • Quanto o contratante do DF aceita pagar, e se prefere fixo, percentual ou assinatura.
  • Frequência da falta de última hora e tamanho do mercado informal no DF.
  • Quem são os 31 clientes da estaff no DF.
  • Os limiares [H] das fases.

Fontes

As fontes de cada concorrente estão listadas ao final do respectivo perfil, nas seções 4 e 5. Abaixo, as fontes de mercado usadas na seção 2 e os documentos da pesquisa de 01/10.

Mercado

Pesquisa de 01/10/2026