Versão 1.0 · setembro/2026
O lastro do que o README.md afirma. Este documento existe para separar o que sabemos do que achamos, e diz com a mesma clareza o que não foi possível verificar. Nenhuma frase aqui vale por ser convincente; vale pela marca que carrega.
É uma reunião de duas fontes detalhadas: 01-O-PROBLEMA.md, de onde vem a evidência sobre o problema e sobre quem trabalha, e 04-MERCADO-E-CONCORRENCIA.md, de onde vêm o tamanho de mercado e os dossiês de concorrente. Os dois seguem sendo a fonte da verdade; onde houver divergência com este arquivo, vale o que está lá.
A pesquisa de mercado e de problema foi coletada em 12 de setembro de 2026. A pesquisa de concorrência foi aprofundada em 14 de setembro de 2026. Onde a fonte é mais antiga, a idade está sinalizada.
Nenhuma das páginas consultadas continha texto dirigido a agentes de IA. Reclame Aqui, TSE e o site da Abrasel bloquearam acesso automatizado (HTTP 403); o conteúdo dessas veio de resumo de busca e de cobertura de imprensa, e está sinalizado no texto.
Como ler as marcas
| Marca | O que significa |
|---|---|
| Dado | Número ou fato de fonte identificada, com link e data |
| Relato | Pessoa falando: avaliação de loja de aplicativo, reclamação registrada, entrevista publicada. Sinal, não estatística, sempre com quantos relatos foram vistos |
| Fonte interessada | Material de quem vende algo neste mercado: concorrente, fornecedor de software, consultoria. Citado como pista, nunca como prova |
[H] | Hipótese nossa, sem confirmação |
| Lacuna | Pergunta que a internet não responde e que só campo responde |
1. O mercado em números
1.1. Food service
Dado. 90% dos empresários de bares e restaurantes classificam a contratação como difícil ou muito difícil. Motivos declarados: falta de qualificação (64%), ausência de interessados (61%), horários pouco atrativos (33%), alta disputa pelos profissionais (23%), migração da mão de obra para outras áreas (21%). Em cargos como sushiman, churrasqueiro e cozinheiro, 88% classificam a dificuldade como alta ou muito alta. Uma leitura de fim de 2025 aponta 88% com dificuldade e inverte a ordem dos motivos: falta de interessados (32%) à frente da escassez de qualificados (31%). (Abrasel · Diário do Comércio)
Dado. Rotatividade de 73,49% entre dezembro de 2024 e novembro de 2025. Na média, é como se cada bar ou restaurante substituísse todo o quadro a cada 16 meses. A página primária bloqueou acesso automatizado; o dado foi confirmado pelo Monitor Mercantil. (Abrasel)
Dado. Faturamento de R$ 495 bilhões em 2025, contra R$ 455 bilhões em 2024, com vendas 4,2% maiores no segundo trimestre de 2026. (Abrasel · Índice Abrasel-Stone)
Dado, fonte secundária. Cerca de 1,5 milhão de estabelecimentos de alimentação com CNPJ ativo no Brasil, segundo a Receita Federal até 2024, citada via OndeAbrir.
Análise publicada. Reportagem de janeiro de 2023, ouvindo Abrasel, Sindehotéis, DIEESE e uma socióloga da UFPR, sustenta que há vaga fixa sobrando e profissional recusando: "há oferta de trabalho fixo, mas não há vantagens em se estar fixo". O texto aponta trabalho temporário rendendo R$ 100 a R$ 150 por diária contra cerca de R$ 84 por dia no regime CLT, além de jornada com poucas folgas, gorjeta não repassada e hora extra não paga. (Flávia Schiochet) Dado de 2023, valores defasados, argumento talvez não.
Se a escolha pelo avulso for do trabalhador, e não só uma emergência do empregador, o trabalho avulso deixa de ser remendo do mercado formal e passa a ser uma forma de trabalho que as duas pontas escolhem. Isso mudaria o tom do produto inteiro. Falta confirmar em campo se vale para quem trabalha em evento e em bar no DF hoje.
Lacuna. Nenhuma fonte pública encontrada responde com que frequência falta alguém no turno, quanto tempo o gestor leva para resolver, ou quanto custa não resolver. As páginas que tratam disso são de fornecedores de software de escala vendendo a própria solução: fonte interessada, não medida.
1.2. Distrito Federal
Dado. Quase 30 mil estabelecimentos de alimentação e hospedagem no DF, empregando cerca de 100 mil trabalhadores. O Sindhobar-DF representa 14 mil estabelecimentos. (Abrasel-DF via Correio Braziliense, 05/2026)
Dado. Em setembro de 2025, 43% dos estabelecimentos do DF operavam com lucro, 33% no equilíbrio e 21% no prejuízo. 40% relatam inadimplência de clientes. Leitura: sensibilidade a preço tende a ser alta. (Correio Braziliense)
Lacuna. Quantos desses estabelecimentos usam trabalho avulso com regularidade. A única pesquisa encontrada sobre isso é da própria Closeer (64,58% dos respondentes, fim de 2021, amostra e método desconhecidos): fonte interessada pesquisando o próprio mercado.
1.3. Eventos
Dado. R$ 25,33 bilhões movimentados no primeiro bimestre de 2026, o maior valor da série histórica iniciada em 2019. O estoque de empregos formais do núcleo do setor chegou a 205.538 vínculos em fevereiro de 2026, contra 111.401 em 2019, alta de 84,5%. Organização de eventos cresceu 149,1% em vínculos formais no mesmo período. A projeção para 2026 é de 143 mil novas vagas formais e crescimento de 7,8%. (ABRAPE · Diário do Turismo · Panrotas)
Dado, antigo. Pesquisa acadêmica sobre trabalho em eventos aponta 71,1% dos trabalhadores de cultura e lazer na informalidade, com base no IPEA, e descreve o recrutamento acontecendo em grupos de Facebook dedicados a vagas de evento. Registra ainda jornadas de 10 a 12 horas pagas a R$ 40 a R$ 50 no Lollapalooza 2018, pagamento em alguns casos só 45 dias depois, ausência de EPI, lesões, retenção de documento e exigência estética. (Angela Teberga, UFT, 04/10/2020) Dado de 2020, base de 2018. Serve para mostrar que o problema é antigo e estudado, não para afirmar o que acontece hoje.
Lacuna. O crescimento medido pela ABRAPE é de vínculo formal. O trabalho de um dia, o garçom da formatura ou quem bipa o ingresso do show, não entra nessa estatística. Não existe, em fonte pública encontrada, número de trabalhadores avulsos por evento no Brasil. O segmento que o Frila quer atender em eventos é justamente o que nenhuma estatística oficial conta.
Relato. Reclamação registrada por uma freelancer contratada por 15 dias por uma produtora de eventos, dispensada no segundo dia quando a empresa reduziu a equipe, sem receber pelos dias trabalhados e tendo que arcar com o transporte para devolver o uniforme. (Reclame Aqui) Um relato só, e o site bloqueia acesso automatizado; o texto chegou pelo resumo de busca.
1.4. Campanha política
Dado. A Portaria TSE nº 444/2026 fixa os limites de contratação, direta ou terceirizada, de pessoal para militância e mobilização de rua nas Eleições Gerais de 2026. Em municípios com até 30 mil eleitores, o limite é 1% do eleitorado. Em cidades maiores e no Distrito Federal, começa em 300 pessoas e sobe uma contratação a cada mil eleitores adicionais. O limite vale para a chapa inteira: candidato, vice e suplentes. Estourar o teto pode configurar corrupção eleitoral e abuso de poder econômico, com risco de perda de registro ou diploma. (TSE · Gazeta do Povo) A página do TSE bloqueia acesso automatizado; os números vieram do resumo de busca e da cobertura de imprensa, e devem ser conferidos na fonte antes de virar decisão.
O que se pode ler disso, com cuidado: existe volume, porque uma chapa no DF pode contratar centenas de pessoas legalmente, e existe obrigação de registro, porque campanha presta contas e pagamento de pessoal é despesa declarável. Um registro auditável de quem trabalhou, quando e por quanto tem valor específico aqui. [H]
Lacuna. Nenhuma fonte encontrada descreve como essas pessoas são recrutadas e pagas na prática, nem qual a dor de quem organiza. Todo o segmento político está sustentado em uma única portaria e em inferência nossa.
1.5. WhatsApp e grupos
Dado. WhatsApp instalado em 98,3% dos smartphones brasileiros e na tela inicial de 64,8% deles, contra 53% um ano antes. Super Panorama Mobile Time/Opinion Box, 4.138 respondentes, margem de erro de 1,5 ponto percentual. (Mobile Time, 09/06/2026)
Dado. 82% dos pequenos negócios usam o WhatsApp para comercializar produtos e serviços, contra 57% no Instagram e 30% no Facebook. Pesquisa Pulso dos Pequenos Negócios do Sebrae, 12ª edição, mais de 8,2 mil empreendedores ouvidos em fevereiro e março de 2026. (Agência Sebrae)
Dado. Diretórios públicos listam grupos ativos de freelancer para bares, restaurantes e eventos em São Paulo, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Curitiba e Fortaleza. Um deles, "Freelancer bares e restaurantes", registra 2.668 acessos pelo diretório. As regras publicadas do grupo são só de conduta: proibido conteúdo adulto, palavrão, menor de idade, link. Não há nenhuma regra sobre pagamento, comparecimento ou responsabilidade. (GruposWhats) Os próprios diretórios descrevem o modelo: combina-se tudo pelo WhatsApp, confirma-se um dia antes, e quem administra o grupo não participa do pagamento nem do trabalho.
O que isso permite afirmar. O WhatsApp resolve distribuição com custo zero, alcance quase universal e nenhuma fricção de cadastro. Qualquer produto que se proponha a substituí-lo compete com algo gratuito já instalado em praticamente todo celular do país.
O que isso não permite afirmar. Que o WhatsApp funciona mal. Não encontramos nenhuma fonte independente medindo taxa de furo, calote ou insatisfação de quem contrata por grupo. O que existe é: fonte interessada, blogs de fornecedores de software para restaurante afirmando que acordo por WhatsApp gera conflito de escopo e disputa de pagamento, escritos por quem vende o contrário do WhatsApp; e inferência estrutural, não medida, de que nada no canal garante que alguém apareça ou que alguém pague. Isso é característica verificada do canal, não medida de quantas vezes dá errado.
Lacuna, a mais importante de todas. Se a ausência de garantia incomoda o suficiente para alguém trocar de ferramenta, e pagar por isso.
1.6. Fim da escala 6x1
Dado. A PEC 221/2019 foi aprovada na Câmara em 27/05/2026 (472 × 22 no primeiro turno) e na CCJ do Senado em 02/09/2026; falta o plenário do Senado. O texto prevê transição gradual de 44 para 40 horas semanais. A CNC estima alta de quase 20% na folha se houver contratação adicional; a Abrasel-DF projeta repasse de até 8% no cardápio. (Wikipédia, atualizada em 03/09/2026)
Inferência, não fato. Com dois dias de folga por semana, a cobertura de turno avulso tende a crescer: mais buracos de escala para tapar sem aumentar o quadro fixo. Modo de falha: a PEC pode ser alterada ou barrada no Senado, e a transição gradual pode diluir o efeito por anos.
1.7. Valores praticados
Fonte interessada. Blogs de fornecedores do setor citam R$ 10 a R$ 15 por hora, diária de oito horas entre R$ 80 e R$ 150, e de R$ 120 a R$ 350 por evento (Goomer). Em Brasília, anúncio de garçom freela a R$ 130 de diária em agregador de vagas (Jooble, 09/2026). São referências, não tabela de mercado.
Fonte interessada. Escritórios de advocacia publicam orientação sobre o que fazer quando o freelancer não recebe: notificação extrajudicial e Juizado Especial Cível para valores de até 40 salários mínimos. A existência desse conteúdo indica demanda, não mede quantos casos existem.
2. O que diz quem trabalha nas plataformas
A fonte mais rica encontrada sobre o lado da oferta não é reportagem. São as avaliações públicas dos aplicativos concorrentes, escritas por quem usa. Coleta própria no Google Play e na App Store em 12/09/2026.
| Aplicativo | Público | Google Play (12/09) | App Store (14/09) |
|---|---|---|---|
| Closeer | profissional | 4,6 · 5.674 | 4,1 · 562 |
| estaff | profissional | 4,0 · 3.263 | 3,1 · 545 |
| eFreela | profissional | ver lacuna abaixo | 4,6 · ~1,5 mil |
| Switch Profissionais | profissional | não coletado | 4,8 · ~2,2 mil |
| Switch Estabelecimentos | contratante | 4,8 · 234 | 4,9 · 265 |
A loja muda tudo, e isso já confundiu a leitura uma vez. Os mesmos aplicativos têm notas bem diferentes nas duas lojas, porque no Brasil o Android concentra muito mais avaliação e cada loja tem sua própria população de usuários. A Closeer é 4,6 no Google Play e 4,1 na App Store; a estaff, 4,0 e 3,1. Não é contradição de dado, é loja diferente. Toda nota só significa alguma coisa junto com a loja e a data. Os números da App Store foram verificados por acesso direto em 14/09/2026.
Lacuna. A nota da eFreela no Google Play não fecha entre as duas coletas: 4,5 com 1.978 avaliações numa, 3,1 com 178 na outra. O Google Play bloqueia leitura automatizada, então a conferência precisa ser feita à mão, no celular.
Relato, o padrão mais forte: "me candidato e nunca sou chamado". Ao menos oito avaliações com essa queixa, em três aplicativos de empresas diferentes.
- "A plataforma parece um clube fechado, onde sempre os mesmos freelancers são escolhidos, dificultando oportunidades para novos usuários." (estaff, 1★)
- "Acredito que os estabelecimentos têm seus freelancers 'fixos', sendo assim, por que publicam as vagas?" (estaff, 1★)
- "Já estou a 6 meses e até hoje nunca fui chamado, e olha que me candidato a praticamente todas as vagas." (estaff, 3★)
- "As empresas não contratam freelancers novos, não importa a função, a disponibilidade ou experiência. […] a maioria deixa como 'pendente' e nunca responde." (estaff, 1★)
- "São centenas de freelancers para uma única vaga, acaba sendo praticamente um tiro no escuro." (eFreela, 1★)
- "Um APP de freelancer que não tem freelancer. 1 mês no APP com um total de ZERO TRABALHOS." (Closeer, 1★)
Isso desloca o problema. Em plataforma, gente disponível sobra. O que falta é motivo para o contratante confiar em alguém que ele não conhece.
Relato, o aviso não chega. Seis avaliações em dois aplicativos. Quem elogia o produto reclama disso do mesmo jeito que quem detesta.
- "As notificações de Job que te oferecem não chegam. Você tem q entrar de 10 em 10 minutos e olhar." (Closeer, 1★)
- "Aparece no sino aviso de Jobs, mas qdo entra pra ver o contratante já sumiu." (Closeer, 5★, e a mesma observação aparece em outra de 4★)
- "Após a última atualização o app não envia mais sequer uma notificação de vaga ao serem lançadas." (eFreela, 1★)
- "Eu já fui chamada 2 vezes e perdi por conta disso." (eFreela, 5★)
- "Perco muitas oportunidades porque não entro com tanta frequência." (Closeer, 3★)
Relato, não se consegue nem entrar. Cadastro travado antes de qualquer trabalho: selfie que não centraliza (Closeer), foto de documento que não sobe (eFreela, três avaliações distintas), reconhecimento facial que não reconhece (eFreela), endereço que o app não encontra (Closeer), campo de experiência com bug que impede concluir o currículo (eFreela, três avaliações). Uma avaliação recusa o processo por desconfiança: "não acho seguro adicionar minha foto segurando meus documentos" (estaff, 2★).
Relato, punição percebida como injusta. "Cancelei um freela com 2 dias de antecedência e fui punida ficando bloqueada 1 semana inteira" (estaff, 1★). "Eles vêm bloqueando permanentemente perfis que são bem ativos […] vc tendo 2 desistências já é motivo deles te bloquear permanente" (estaff, 1★). Em um caso, a punição veio por não comparecer a uma vaga que havia sumido do aplicativo (eFreela, 1★).
Relato, pagamento divide opiniões no mesmo mercado. Do lado bom: "paga certinho" (estaff, 3★), "Pix direto na conta, sem taxas e descontos" (estaff, 4★), "saque que cai após o expediente" (Closeer, 4★), "pagam em dia" (Closeer, 3★). Do lado ruim: "grande parte de vagas demora uma semana para serem pagas" (estaff, 2★), "repasses podem levar até uma semana" (estaff, 5★), e um caso de diária cumprida e não paga porque o estabelecimento não iniciou o job no aplicativo, duas vezes com a mesma pessoa (Closeer, 4★).
Relato, o valor da diária é a crítica moral recorrente. "Receber entre 13 e 9 reais por hora é absurdo" (Switch Profissionais, App Store, 17/01/2023). "Atendente 6h = R$ 60-70. Vale só se passando fome" (02/12/2025). Um garçom relata R$ 73 onde esperava R$ 100 (01/02/2022). A crítica aparece até no aplicativo do contratante: "Pagar 10 reais por hora pra alguém. Povo brasileiro tá na lama mesmo" (Switch Estabelecimentos, 1★).
Relato, falta um canal para combinar o básico. "Deveria ter a opção de chat com o contratante, muita das vezes tenho algumas dúvidas que não estão descritas na vaga, aí chega no local sem muita informação" (Closeer, 4★). Duas avaliações do eFreela relatam aceite em cima da hora, sem tempo de deslocamento: "obrigando muitas vezes o candidato a gastar com app de corridas".
Dado. O tom muda radicalmente entre os dois lados. O aplicativo do estabelecimento da Switch tem 4,8, com avaliações como "muito bom, rápido e prático, auxilia muito no processo de contratação". Os aplicativos do profissional, das mesmas empresas, acumulam as queixas acima. Quem contrata está satisfeito; quem trabalha, muito menos.
Fontes da coleta: Closeer · estaff · eFreela · Switch Estabelecimentos · Switch Profissionais · eFreela Empresas
3. Os concorrentes
Números de tração são o que cada empresa declara. Nenhum foi auditado, salvo quando sinalizado o contrário.
| Concorrente | Foco | Como cobra | Tração declarada | Presença no DF | Nota agregada |
|---|---|---|---|---|---|
| GetNinjas | Serviços gerais, não especializado | Profissional paga moedas para desbloquear contato; contratante não paga | +2 mi profissionais, +3 mil cidades | Confirmada | App Store 4,2 (~17 mil) · Google Play 3,7 (~182 mil) |
| Switch | Bares, restaurantes, hotéis, supermercados | Contratante paga por hora, mais sobretaxas | 40 a 75 mil "serviços", 4 números na própria home | Não. Vitória, SP, BH, RJ | App Store 4,8 (2,2 mil) |
| Closeer | Food service, hotelaria, varejo, eventos | Percentual por job, do contratante (valor não divulgado) | 1,1 mi jobs, 670 mil profissionais, 6 mil unidades | Não verificada, sede em SP | App Store 4,1 (562) · Google Play 4,6 (5.674) · Reclame Aqui 8,5/10 |
| estaff | Bares, restaurantes, buffets, eventos, hotéis. Único com modelo dual freela e CLT | Comissão do contratante (% não pública); grátis para o profissional | 1,4 mi profissionais (inconsistente com captura anterior de 686 mil) | Não verificada | App Store 3,1 (546), a mais baixa do grupo |
| eFreela | Bares, restaurantes, hotéis, eventos | ~10% do contratante (não confirmado em 1ª mão) | 300 mil "usam a plataforma" contra 100 mil+ instalações no Android | Não. GO, MG, SP, RJ, MA, AL | App Store 4,6 (~1,5 mil) · Google Play 3,1 (178) |
| Freela Serviços | Eventos, bares, festas, campanha política | Mensalidade decrescente (R$ 0 a 499) mais taxa de 10 a 20% | 198 mil profissionais, 203 contratações concluídas | Não verificada, alega "todo o Brasil" | Google Play: 1.000+ instalações, 1 avaliação |
| Worc | Recrutamento e gestão para foodservice (B2B) | Assinatura do contratante; grátis para o candidato | 3 números diferentes na própria home | Não verificada | Reclame Aqui 4,3/10, "Não Recomendada" |
| Toopa | Bares, restaurantes, hotéis, eventos | 10% do contratante, sem mensalidade | 500+ estabelecimentos, 2 mil candidatos (2021) | DF no roadmap de 2021, nunca confirmado. Provavelmente inativa | Sem reviews em nenhuma fonte |
| TradePRO Freelance | Trade marketing no varejo, adjacente | "Taxa zero" para o promotor, exige MEI | Não divulgada | Não verificada | Dados insuficientes |
| JobHunter | Classificados genéricos de bicos, adjacente | Gratuito para os dois lados | ~33 mil cadastrados, 200+ cidades | Não verificada | Dados insuficientes |
| Fiverr | Freelance digital remoto, referência de modelo | Take rate ~28% do vendedor mais assinatura opcional | Receita em queda (−10% a/a) | Não aplicável | Trustpilot 2,5/5, polarizado |
GetNinjas
O único concorrente com presença comprovável no Distrito Federal, e não por alegação de marketing: getninjas.com.br/local/df/brasilia e /eventos/df/brasilia estão no ar, com categorias como garçom, bartender, segurança e DJ listadas para Brasília, e contadores específicos da cidade. Dado, verificado por acesso direto em 14/09/2026.
Não é especializado em food service nem em eventos. É marketplace geral de serviços, cobrindo reforma, aulas, beleza, tecnologia e também eventos. Contratante não paga nada. Profissional paga por moedas pré-pagas (1 moeda = R$ 0,15; pacotes históricos de R$ 149 a R$ 599, com validade de 3 meses) para desbloquear o contato de cada lead, e a plataforma não cobra comissão sobre o serviço fechado. Fonte interessada (getninjas.com.br, help.getninjas.com).
Pontos fortes. Volume de avaliação muito maior que o de qualquer outro concorrente pesquisado, o que dá mais robustez estatística à nota. Reclame Aqui entre 8,8 e 9,1/10, com 100% das reclamações respondidas e 92,8% resolvidas.
Pontos fracos. O sistema de moedas é a queixa dominante. Pelo menos 8 relatos distintos no Reclame Aqui repetem o padrão: "NÃO VALE A PENA", "PREÇO ABSURDO E LIBERAM MUITOS PROFISSIONAIS PARA CONTACTAR O CLIENTE", profissional que "gastou mais de R$ 700 em compras de moedas e apenas uma pessoa respondeu". O cliente pode receber propostas de até 4 profissionais ao mesmo tempo: todos gastam moeda, só um fecha. Uma crítica jornalística independente chama o modelo de "leilão digital de trabalho humano" (texto bloqueado para leitura direta, título via busca). Não é prova de que cobrar do trabalhador não funcione, mas é registro de que já foi tentado, gerou desgaste público e não tem nenhuma evidência a favor.
Risco institucional, fora do produto. A controladora, Reag Investimentos, é um dos alvos da "Operação Carbono Oculto", investigação de infiltração do crime organizado no mercado de capitais, e anunciou a venda do próprio controle acionário, com o fundador João Carlos Mansur deixando a presidência do conselho. O valor de mercado caiu de R$ 550 milhões no IPO de 2021 para a faixa de R$ 250 milhões, sem balanço publicado desde o 3T24, o que gerou novo processo sancionador da CVM. Dado.
Fontes: Brasília · eventos DF · App Store · Google Play · Money Times · Times Brasil · InvestNews · DMT em Debate · Outras Palavras
Switch
Marketplace de bares, restaurantes, hotéis e supermercados, fundado em 2018 em Vitória/ES. O contratante paga por hora conforme a função, sem mensalidade, mas com sobretaxas: 10% extra para pedidos com menos de 24h de antecedência, taxa de cancelamento, sobretaxa no pagamento por cartão, multa de 2% mais juros de 0,033% ao dia por atraso. Dado, Termos de Uso.
A contradição de tração é real e pior do que parecia. A própria Switch publica hoje, em três páginas do mesmo domínio, quatro números distintos de serviços atendidos: 40 mil, 50 mil (duas vezes, em páginas diferentes) e 75 mil, nunca reconciliados entre si. Dado, verificado por acesso direto. Trate qualquer número de tração da Switch como piso de marketing.
Pontos fortes. 4,8/5 na App Store (2,2 mil avaliações) do lado do profissional e 4,9/5 (265 avaliações) do lado do estabelecimento, as notas agregadas mais altas do grupo.
Pontos fracos. A nota alta convive com reviews textuais majoritariamente negativas: 3 das 4 avaliações com texto legível reclamam de remuneração baixa e atraso de repasse (citações na seção 2). No Reclame Aqui há apenas 14 reclamações registradas, poucas demais para gerar nota de reputação.
Fontes: switchapp.com.br · sobre · termos · App Store profissionais · App Store estabelecimentos
Closeer
Plataforma de gestão e pagamento de mão de obra freelancer operacional (cozinha, restaurante, hotel, bar, eventos, varejo), com carteira digital e check-in por QR code. Fundada em fevereiro de 2019, e o modelo mudou desde então: uma reportagem de 2018 descreve formato diferente (gratuito por 6 meses, depois 10% mais mensalidade dando acesso a outros serviços), sinal de pivô ao longo do tempo. Hoje cobra percentual por job do contratante, valor não divulgado.
Tração declarada. 1,1 milhão de jobs, R$ 150 milhões de renda gerada, 670 mil profissionais, 6 mil unidades de negócio. A progressão desde 2020 (13 mil jobs, 35 mil projetados em 2021, 1,1 milhão hoje) é grande mas plausível para 7 anos.
Pontos fortes. Reputação "Ótima" no Reclame Aqui (8,5/10, 85,4% resolvidas, 100% respondidas), 4,1/5 na App Store (562 avaliações) e 4,6/5 no Google Play (5.674), o maior volume de avaliação entre os concorrentes especializados. 6 de 10 reviews textuais coletadas são claramente positivas.
Pontos fracos. Pagamento é o tema mais recorrente nas queixas. Relato: "Você trabalha e eles te pagam quando querem. Não indico" (03/05/2022); "Já trabalhei duas vezes de graça pois não recebi a notificação do aplicativo" (08/10/2023).
Fontes: closeer.com.br · Google Play · Projeto Draft (07/06/2021) · Gazeta do Povo (14/12/2018)
estaff
Único concorrente com modelo dual: vagas freela e vagas fixas CLT na mesma plataforma, atendendo bares, restaurantes, casas noturnas, hotéis e empresas de eventos. Gratuito para o profissional; contratante paga comissão com "planos e condições distintas" não divulgadas. Fonte interessada (estaff.com.br).
Tração declarada, inconsistente entre capturas. Hoje o site declara 1,4 milhão de profissionais cadastrados; uma captura anterior indicava 686 mil. Mesmo padrão de números não reconciliados visto na Switch.
Pontos fracos, a nota mais baixa do grupo. 3,1/5 na App Store (546 avaliações), e nenhuma das 4 reviews textuais coletadas foi positiva. Relato: bloqueio de cadastro sem aviso claro após 2 desistências, mesmo com antecedência de 2 dias; aprovação de candidatura chegando 30 minutos antes do horário da vaga; percepção de viés a favor do contratante em disputas. No Reclame Aqui a nota é 7,0/10, mas a satisfação de quem reclamou é 5,19/10, com 183 reclamações registradas.
Fontes: estaff.com.br · para profissionais · App Store
eFreela
Marketplace de bicos para eventos e hospitalidade, fundado em outubro de 2022 em Goiânia, o mais novo do grupo. Contratante paga cerca de 10% do valor (não confirmado em primeira mão, porque a página de termos bloqueou acesso direto); profissional não paga para se cadastrar.
Tração declarada, com hiato grande e não explicado. A App Store declara hoje "mais de 300.000 freelancers usam a plataforma"; uma matéria de 2023 falava em 25 mil profissionais e 500+ empresas; a instalação mensurável no Google Play é de apenas 100.000+, com 178 avaliações. Nenhuma fonte explica o salto de 25 mil para 300 mil entre 2023 e 2026.
Pontos fortes. App do profissional bem avaliado na App Store (4,6/5, ~1,5 mil avaliações), com relatos como "Já fiz 8 freelas e não tive nenhum problema" (26/04/2024).
Pontos fracos. Nota bem mais baixa no Android (3,1/5) que no iOS, e o app do lado empresa também é baixo (3,7/5). Relato: dificuldade recorrente de saque ("Não consigo sacar o dinheiro na plataforma de jeito nenhum", 12/09/2024) e queixa de valor injusto ("11 horas por menos de 100 reais"). Tempo médio de resposta a reclamações no Reclame Aqui: 66 dias.
Fontes: efreela.app · App Store Profissionais · App Store Empresas · Google Play · Revista Zelo (19/07/2023)
Freela Serviços
Marketplace nacional que cobre bares, restaurantes, eventos, buffets e campanhas eleitorais (panfletagem, bandeirista, motorista, coordenação), o único overlap direto com o segmento político do Frila. Contratante paga taxa percentual decrescente por volume: Grátis (R$ 0, 20%, 4 vagas/mês), Básico (R$ 49,90/mês, 20%, 30 vagas), VIP (R$ 299,90/mês, 15%, ilimitado), Grandes Redes (R$ 499/mês, 10%, ilimitado). Seguro de acidentes pessoais incluso em toda contratação.
Tração declarada, com o maior hiato de todo o grupo. O contador ao vivo do site mostra 198.232 profissionais cadastrados, mas só 392 contratantes e 203 contratações concluídas. No Google Play o app tem 1.000+ instalações e 1 avaliação. Não há nenhuma matéria de imprensa independente sobre a empresa, todos os números são autodeclarados, e ela não está registrada no Reclame Aqui.
Pontos fortes. Estrutura de planos transparente e sem fidelidade, com elogios pontuais de pagamento em dia.
Pontos fracos. Bugs recorrentes relatados: "O app fecha na tua cara", cadastro que trava no upload de vídeo.
Nota sobre o nome. "Freela" isolado, citado numa lista solta de concorrentes deste projeto, não é a Freela Serviços. É ambiguidade de marca: existiu um "Freela Brasil" (app de eventos, hoje extinto, nome reaproveitado por terceiros associados a golpe de curso) e outras empresas homônimas sem relação. Não há concorrente oculto atrás do nome.
Fontes: freelaservicos.com.br · App Store · Google Play · CNPJ via Econodata
Worc
Plataforma B2B de recrutamento e gestão de mão de obra para foodservice. Cobra do contratante via assinatura mensal ou trimestral, com preço só sob consulta comercial, e é grátis para o candidato. Fundada no fim de 2018 em São Paulo, captou R$ 20 milhões em seed do SoftBank em 2021 (maior seed da América Latina à época, dado independente) e fez duas aquisições em 2022, Hrestart e Ponto Predict.
Sinal de alerta forte. A própria empresa publica três números de tração diferentes na mesma sessão de navegação: a home diz "5+ milhões de oportunidades geradas" e "R$ 500+ milhões em GMV", a página de vagas do mesmo site diz "mais de 2 milhões", e uma matéria de 2021 falava em "mais de 40.000". O quadro de vagas ao vivo do próprio site retornou zero vagas no acesso de 14/09/2026, apesar de uma página de marketing alegar "1.400+ vagas abertas". O rodapé do site ainda diz "© Worc 2024".
Pontos fortes. Segue operando ativamente, com parceria nova com o SindRio em julho de 2026, e o histórico de M&A mostra alguma capacidade de execução.
Pontos fracos, com padrão invertido em relação ao resto do grupo: as queixas vêm do contratante, não do trabalhador. Reclame Aqui com reputação "Não Recomendada", 4,3/10, só 42,9% resolvidas e só 21,4% dispostos a voltar a negociar. Relato (7 vistos): empresa que pagou mensalidade e "não recebeu ninguém para entrevistas"; renovação de contrato "sem eu deixar", inclusive após cancelamento confirmado por vídeo chamada; "não tinha banco de currículos qualificado nem para São Paulo". Um relato de ex-funcionário no Glassdoor menciona demissão de "mais de 70% do quadro" (nota agregada 2,9/5, 44% recomendam).
Fontes: worc.com.br · nossas vagas · contrate a Worc · Exame, aporte SoftBank · SindRio (07/2026) · Reclame Aqui · Glassdoor
Toopa, provavelmente inativa
Conectava bares, restaurantes, hotéis e eventos via geolocalização, com contratante pagando 10% do valor à plataforma, sem mensalidade, e repasse ao freelancer em até 3 dias úteis. Dado de agosto de 2021. A meta declarada para 2022 era 10 mil estabelecimentos e 100 mil profissionais, partindo de 500+ estabelecimentos e 2 mil candidatos, e nunca encontramos confirmação de que foi atingida.
Sinais convergentes de que saiu do ar: o domínio toopa.com.br não resolve por DNS, a ficha da App Store retorna erro 404, não há cobertura de imprensa depois de agosto de 2021, e não há nenhuma review de usuário localizável em nenhuma fonte. Nenhuma fonte isolada diz que a Toopa fechou; é a convergência de sinais técnicos que sustenta a leitura, registrada como achado e não como certeza.
Em agosto de 2021 a empresa declarou à imprensa planos de expandir para mais 5 cidades ainda naquele ano, incluindo Brasília. Nunca confirmado como executado.
Fontes: Forbes Brasil (08/2021) · ABC da Comunicação (08/2021) · Guia do Freela (31/05/2023). Teste de DNS e App Store realizado diretamente em 14/09/2026.
TradePRO Freelance e JobHunter, concorrência adjacente
Nenhum dos dois compete diretamente em food service, eventos ou campanha política. Seguem catalogados por já terem sido citados no projeto.
TradePRO Freelance conecta promotores de trade marketing (MEI) a empresas para execução pontual em ponto de venda. "Taxa zero" para o promotor; a cobrança da empresa contratante não é pública. Expandiu para um segundo produto de gestão de equipes de campo. Sem número de tração encontrado.
JobHunter são classificados genéricos de bicos, gratuitos para os dois lados, sem monetização visível. Declara ~33 mil cadastrados em 200+ cidades, não auditado.
Fontes: tradepro.com.br/freelance · home.jobhunterbr.com
Fiverr, referência de modelo
Marketplace global 100% remoto (design, programação, redação, marketing), sem componente presencial, categoricamente diferente do Frila. Relevante só como referência de cobrança: take rate de 28,0% nos 12 meses até junho de 2026, cobrado majoritariamente do vendedor, mais assinatura opcional do lado do profissional (Seller Plus, US$ 15 a 49/mês).
O dado mais relevante para o Frila. Nos resultados financeiros públicos mais recentes, a receita de marketplace (comissão pura) caiu 15,5% ano a ano, enquanto a receita de serviços, que inclui a camada de assinatura, cresceu 2%. Sinal de que receita recorrente por assinatura é mais resiliente que comissão pura, mesmo para quem já domina a transação. Compradores ativos caíram 21,9% a/a, e a empresa atribui isso à adoção de IA comprimindo trabalho de baixo valor.
Reviews. Trustpilot 2,5/5, fortemente polarizado (49% dão 5 estrelas, 35% dão 1). Queixas recorrentes de suporte lento e de disputas de reembolso que raramente favorecem o comprador, além de uma onda de banimento de contas de vendedor em 2026 sem processo de apelação claro.
Fontes: StockTitan, Q2 2026 · Fiverr Help Center · Trustpilot
4. Referências internacionais
Fora do Brasil, os players de staffing sob demanda para hospitality cobram markup sobre a hora trabalhada, não assinatura.
Instawork (EUA e Canadá) cobra tarifa horária "all-inclusive", somando pagamento e markup. O percentual fixo de ~35% citado por comparativos de terceiros não é mais divulgado pela própria empresa, que hoje fala em "piso mais tarifa dinâmica". Tem taxa de efetivação equivalente a CLT de US$ 2.500, reduzida a US$ 1.000 após 320h da mesma pessoa na empresa e zerada após 480h. Declara +15 mil empresas, +10 milhões de profissionais pré-avaliados e 400+ cidades, não auditado.
Qwick (EUA) cobra markup de ~40% por turno. Achado relevante: há evidência jornalística consistente (Daily Journal, Bloomberg Law, SF Examiner e um site dedicado de ação coletiva) de estresse jurídico e financeiro sério, incluindo acordo de US$ 2,1 milhões por má classificação de trabalhadores, decisão judicial de US$ 1,5 milhão mais multas, e reportagem de que a empresa entrou em processo de falência, colocando em risco pagamentos a cerca de 6.000 ex-trabalhadores. O site institucional, verificado hoje, aparenta operação normal. Lacuna: a reconciliação entre falência reportada e site operando não foi possível, e merece aprofundamento se a Qwick virar referência direta de benchmarking.
7shifts não é marketplace de mão de obra, é software de escala e gestão de turnos para restaurantes, categoria adjacente. Preço em camadas por unidade: grátis até 15 funcionários, até US$ 134,99/mês nos planos maiores, confirmado por fonte de julho de 2026.
Fontes: help.instawork.com · ShiftNOW, Qwick vs. Instawork (22/06/2026) · Daily Journal · Bloomberg Law · costbench.com, 7shifts (verificado 30/07/2026)
5. O que a evidência não sustenta
Afirmações que circulavam nos documentos anteriores do projeto e que a pesquisa não confirmou. Ficam aqui para não voltarem por hábito.
| Afirmação anterior | Situação depois da pesquisa |
|---|---|
| "O WhatsApp funciona mal" | Não confirmada. Não há medida independente de falha. O que se verifica é que o canal não tem garantia de comparecimento nem de pagamento, o que é diferente de funcionar mal |
| "O profissional é o lado escasso do mercado" | Contrariada, e já corrigida no documento de origem. A escassez é de candidato a vaga fixa (61% dos empresários reclamam de ausência de interessados, e a diária avulsa paga mais que o dia de CLT), não de gente para turno avulso: nas plataformas sobra candidato e falta ser chamado. O que é escasso é confiança verificável. Resta [H]: se há gente disponível numa sexta à noite, em bairro específico, com duas horas de antecedência |
| "A falta acontece com frequência suficiente para sustentar um negócio" | Sem nenhuma fonte. Continua [H], e é a hipótese mais importante a testar |
| "O estabelecimento paga a mais pela urgência" | Sem nenhuma fonte. Continua [H] |
| "O maître, e não o dono, é quem decide" | Sem nenhuma fonte. Continua [H] |
| "Nenhum concorrente está no DF" | Parcialmente contrariada. O GetNinjas, marketplace geral, tem presença comprovada no DF. Nenhum concorrente especializado confirma operação aqui |
| Números de tração dos concorrentes | São declarações das empresas, não auditadas, e há contradição entre fontes da mesma empresa (Switch, Worc, estaff, eFreela) |
6. O que só campo responde
Perguntas em ordem de importância, as mesmas da seção 6 de 01-O-PROBLEMA.md. Enquanto não tiverem resposta, tudo que este projeto decidir é aposta, e as hipóteses abertas listadas na seção 10 de 02-O-NEGOCIO.md continuam abertas.
Sobre quem contrata
- Nos últimos três meses, quantas vezes você precisou de alguém de um dia para o outro? Esta é a frequência que sustenta ou derruba o negócio.
- Como você resolveu da última vez, passo a passo, e quanto tempo levou?
- O que aconteceu quando não conseguiu resolver? O que isso custou?
- Quantas vezes a pessoa combinada não apareceu? A taxa de furo real, que ninguém publica.
- Você já pagou mais caro por urgência? Quanto?
- Quem decide chamar: dono, gerente, maître, produtor?
- Por que você não usa nenhum dos aplicativos que existem? Se já usou, por que parou?
Sobre quem trabalha
- Como você achou seu último trabalho avulso, e quanto tempo levou entre saber da vaga e confirmar?
- Quantos grupos de WhatsApp você acompanha? Quantas vagas vê por semana e em quantas consegue?
- Já ficou sem receber? Quantas vezes, e o que fez?
- O que faz você aceitar um chamado de alguém que não conhece?
- Quanto da sua renda do mês vem de trabalho avulso?
Sobre os três segmentos
- A dor do produtor de evento é a mesma do dono de bar? Se não for, o nicho aberto se quebra.
- Como uma campanha política recruta e paga quem vai para a rua?
- Alguma plataforma já chegou ao DF, de fato?
O que se pode medir sem entrevistar ninguém
- Entrar nos grupos de WhatsApp de freela do DF e contar: quantas vagas por dia, de que funções, com que antecedência, a que valores, e quantas são reabertas por falta de resposta. É a única medida barata e direta do problema disponível hoje.